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1125 Words

Acordar naquela manhã foi como emergir de um pesadelo… que não tinha terminado. Não houve alívio. Não houve aquela sensação reconfortante de “foi só um sonho”. Pelo contrário. Tudo estava pior. Meu corpo ainda queimava. Não como na noite anterior, de forma descontrolada e insuportável… mas de um jeito constante, como se uma febre silenciosa tivesse se instalado dentro de mim e decidido ficar. Abri os olhos devagar. O teto do meu quarto estava ali. Familiar. Seguro. Mas eu não me sentia segura. Levei alguns segundos apenas respirando, tentando entender o meu próprio corpo. Meu coração batia. Mas… diferente. Mais lento. Mais pesado. Como se cada batida tivesse mais força do que deveria. Levei a mão ao pescoço. Os dois pontos ainda estavam lá. Sensíveis. Quase pulsando.

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