A noite parecia interminável. Não porque ainda houvesse algo a acontecer, mas porque tudo o que precisava acontecer… já havia acontecido rápido demais. O casamento. Os olhares. Os julgamentos. As palavras não ditas. Agora restava apenas o depois. E, curiosamente, o depois parecia mais pesado do que todo o resto. A carruagem avançava silenciosamente pela estrada de pedra, cortando a escuridão do mundo vampírico com uma suavidade quase fantasmagórica. As rodas não faziam barulho, os cavalos, criaturas de uma natureza que Zuri ainda não compreendia completamente moviam-se com uma elegância sobrenatural. Dentro da carruagem, o silêncio era absoluto. Zuri estava sentada próxima à janela, o corpo levemente inclinado, os olhos fixos na paisagem escura que se estendia além do vidro. Nã

