O vento leve da tarde tocava as folhas das árvores do jardim do palácio, mas Zuri não prestava atenção ao som suave que os galhos faziam ao se mover. Ela caminhava com os passos lentos, mas seguros, sentindo a familiaridade do chão frio e sólido abaixo de seus pés. Hoje, o dia seria especial. Ela decidira ir à Lagoa Mágica, um lugar enigmático que sempre a atraíra. Segundo as lendas, a lagoa não mostrava o reflexo de quem olhasse para a água, mas sim as memórias de almas que já haviam passado por ali. E Zuri, curiosa e ainda tentando compreender seu lugar naquele mundo, queria ver o que a lagoa teria a mostrar. A água da lagoa era calma, com uma superfície tão lisa que parecia um espelho. Zuri se aproximou, observando a luz do sol refletir suavemente na água, fazendo-a brilhar como um mil

