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1199 Words

A decisão nasceu do silêncio. Não de um silêncio vazio, mas daquele tipo carregado, denso, que se acumula no peito até se tornar impossível de ignorar. Helena permanecia imóvel diante da alta janela do salão privado, observando a escuridão que envolvia o mundo vampírico como um manto eterno. Seus braços estavam cruzados, mas não em gesto de autoridade — era contenção, tentativa de manter dentro de si algo que insistia em transbordar. Culpa. Uma palavra simples, mas que nela carregava um peso raro. Helena não era uma mulher que costumava se permitir esse tipo de sentimento. Suas decisões sempre foram firmes, calculadas, necessárias. Mas desta vez… Não havia como ignorar. — Ela não está bem — disse finalmente, a voz baixa, porém firme o suficiente para preencher o espaço entre eles. A

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