Zuri acordou lentamente, como se estivesse sendo puxada de um abismo profundo onde o tempo não existia e a consciência era apenas um eco distante. Não houve um despertar súbito, nem aquele alívio comum de abrir os olhos e perceber que tudo não passou de um pesadelo. Pelo contrário… a sensação que a envolvia era pesada, densa, quase sufocante, como se a realidade tivesse decidido pesar sobre seu peito antes mesmo que ela pudesse reagir. Seus olhos permaneceram fechados por alguns segundos a mais, como se ela temesse o que encontraria ao abri-los. Seu corpo estava estranho — quente, mas não de um calor reconfortante. Era um calor interno, persistente, quase invasivo, como se cada célula estivesse sendo lentamente reprogramada sem sua permissão. Sua respiração vinha em ritmos irregulares, e

