Capítulo 1 Ártemis Salvatore

1246 Words
Capítulo 1 Artêmis Salvatore Dias atuais... - Aqui estão as informações que me solicitou... – Apollo suspira irritado ao me entregar as informações de um dos homens que matou meu grande amor. Por causa de uma briga entre máfias, José foi morto, eles queriam informações do meu pai e José se recusou a dar, fugiu para manter o segredo intacto e na fuga, foi morto em um acidente de carro em uma estrada perigosa. Ele era um dos soldados mais fiéis da máfia, afilhado do meu pai, estava sendo treinado para ser o braço direto do meu irmão, meu grande amor e sinceramente nunca vou conseguir ser a mesma pessoa que eu era ao seu lado. - Obrigado irmão, estava precisando de um pouco de adrenalina para passar o tempo, sabe que não gosto de ficar aqui na Itália por muito tempo... – Digo ao catalogar uma das peças que encontrei em um mergulho profundo na Grécia. Minha vida se resume a pesquisas sobre o mito de Atlântida, a cidade perdida que teria afundado no mar após perder uma guerra para Atenas. Apesar de que a ideia de que ela realmente tenha existido seja descartada pela ciência. Pesquisadores acreditam que seria possível encontrar cidades perdidas submersas no mar. Eu estudo exatamente essa possibilidade e tento fugir do meu passado, das lembranças e da dor que me sufoca ao acordar e dormir. Na noite que voltei para a Itália depois de quatros anos longe fazendo a minha faculdade de Arqueologia, José foi tirado de mim, após aquele trágico acidente em que eu só pude ver de longe, na verdade, não sei se tudo aquilo não foi coisa da minha imaginação. Claro que a minha ficha cai quando vejo que ele não está mais ao meu lado e que estou sozinha com esse amor que não pude viver. Eu não pude me despedir do seu corpo, não com os olhos de águia do meu pai e do Heitor que pareciam querer ler a minha alma. Os olhos do meu prometido pareciam brasas em cima. Foi tudo tão rápido e intenso, por isso sempre fiquei com a sensação que era mentira, que José não morreu, que eu estava sofrendo algum tipo de lavagem cerebral e que todos estavam contra mim. Naquele dia eu tinha voltado da Grécia decidida a fugir com José, eu faria a sua cabeça, brigaria com a minha família, sei lá, mas eu daria um jeito de continuar ao lado de José, eu precisava dele como o ar que eu respirava. Tinha total certeza que morreríamos velhos em alguma ilha no mar mediterrâneo, eu tinha plena certeza que ele seria o único amor da minha vida. O mais engraçado é que ele sempre era a voz da razão na nossa relação, essa que só evoluiu porque eu fiquei no pé dele até que o homem mais obstinado do mundo me retribuí o sentimento. Eu tinha quinze anos quando meus sentimentos mudaram, eu me vi perdidamente apaixonada por José e nunca neguei isso, mesmo ele dizendo que era loucura da minha cabeça ou curiosidade de menina. E ele não me notava, era o que eu pensava, até que em uma noite de pijama em que as meninas estão aqui em casa, eu fugi da sala de cinema com toda a minha coragem e fui até ele que estava fazendo ronda na casa, eu dei meu primeiro beijo, eu praticamente pulei nos braços de José e me afoguei naquela imensidão de sentimentos. Foi algo desajeitado, não tinha experiência nenhuma e nem sabia de onde eu tinha tirada tanta coragem para realizar aquele ato. José acabou correspondendo e me ensinou a beijar, Deus, foi tão bom. Não preciso falar que as minhas pernas ficaram moles e a minha respiração descompassada? Eu nunca pensei que beijar seria tão bom e ainda mais alguém que tem sentimento, pensava que meu pai mataria cada pretendente que chegasse em minha porta. Pietro D’Angelo é o homem mais controlador e ciumento da face da terra e sempre disse que eu seria colocada em um convento. Minha mãe é que nunca deixou tal pensamento ser concretizado. Voltando ao beijo... José se sentiu culpado e me evitou o resto da semana, eu sofri muito nesse tempo, achava que tinha bafo ou que era feia aos seus olhos, que ele nunca me daria uma chance. Claro que ele me viu chorando uma noite e me explicou que não podíamos fazer aquilo, que sentia desde do ventre da minha mãe, eu era destinada a me casar com Heitor Ramirez, filho de Dom Pedro Ramirez e Mia Ramirez, melhores amigos dos meus pais. Nesse dia chorei a noite toda em meu quarto e descobri pela a boca da minha mãe que era a mais pura verdade, que eu já tinha um destino traçado, mesmo a minha mãe falando em divórcio, e olha que ela ama meu pai de todo o coração. Eles não tinham como rever a situação, meu pai já tinha dado a palavra que eu me casaria com Heitor. Acredito que a minha relação com meu pai mudou nessa época, ele se arrepende e fala sempre que queria mudar o passado, foi um ato de desespero, pois todos queriam a primeira herdeira dos Salvatore e os D’Angelos. Eu amo meu pai, mas não consigo ser tão aberta como era no passado e o acidente fez tudo piorar. Nossa relação quase não existe e sinto falta do meu pai às vezes. Era o meu destino que estava em jogo, meu futuro, a minha vida e não poderia escolher. Claro que a minha mãe sempre fala e Dom Pedro aceitou com muito incentivo da minha tia Mia. Se Heitor encontrasse o amor, ele poderia me livrar desse compromisso, ele seria a minha válvula de escape. Aí começa o meu segundo martírio, Heitor n**a até a morte me dar essa liberdade. Ele diz que vai ser casar comigo e tenho que aceitar a situação. Como vou aceitar isso? Então se iniciou uma guerra entre mim e Heitor, ele nunca soube sobre José, era isso que meu irmão fala, mas eu tenho certeza que ele sabe e faz questão de fazer da minha vida um inferno! - Quando vai enterrar José mana? Você viveu nessa caçada desenfreada pelos culpados da morte de José durante todos esses anos, vive viajando para não ter contato com o papai, nossa mãe sofre, mas fica calada, pois entende a sua dor e não pode fazer muita coisa já que está de mãos atadas... sabe que se ela não tivesse trocado as fraldas de Heitor, ele estaria debaixo de sete palmos a muito tempo? – Acabo rindo. – Tem que deixar José descansar maninha... – ele me abraça apertado. - Ele vai descansar, só faltam mais três homens Apollo, depois todos nós iremos descansar... – Meu irmão me olha assustado. - O que você quer dizer com isso, Artêmis? – Olho para ele e sorriu. - Nada, somente terei paz quando todos que estavam na perseguição e na ordem estiveram mortos, é o mínimo que posso fazer com aqueles que tiraram o amor da minha vida. Até ele desistiu de mim, ninguém me apoia na minha loucura e doce vingança... Apollo não diz nada e sai do museu que eu ajudo com as minhas descobertas, aqui fica exposto tudo que eu acho em meus mergulhos nas proximidades de onde é a possível localização de Atlântida. - Eu vou matar todos, meu amor, isso é uma promessa...
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