O Sangue, a Flor e o império

930 Words

O Sangue, a Flor e o Império Por Maria Flor Ramirez Dizem que o destino de uma criança começa a ser escrito muito antes do seu primeiro choro, no silêncio do ventre e nas preces — ou maldições — que cercam seus pais. No meu caso, a história não começou com canções de ninar, mas com o cheiro metálico de sangue e o som de portas batendo. Antes de eu ser "Maria Flor", eu era a promessa que quase foi interrompida por uma bala de calibre 45. Meu pai, Pedro Ramirez, sempre foi um homem que carregava o peso de um mundo inteiro nos ombros, um mundo onde a lealdade é paga com vida e a traição com o esquecimento. Naquele dia, ele voltou para casa não como o temido mafioso que todos reverenciavam, mas como um homem quebrado, com um buraco no abdômen e o orgulho ferido. Ele dizia que era um "homem

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