Lembranças

1428 Words
Lembranças Lívia Miller Hoje era o noivado de Heloisa e Matteo, mas o assunto do momento não era a confirmação e desejo de ambos se unirem em eterno matrimonio, e sim na chegada repentina de Gregório Schneider às terras italianas. A chegada do dom da Alemanha ao nosso humilde lar tinha causado muitos pensamentos e comentários adversos entre a cúpula feminina da máfia e da organização. Fora que o poderio masculino estava inquieto com tal chegada repentina e meio sem ser convidado. Gregório já tinha fãs que queriam seu bem e a sua beleza, e inimigos que queriam seu m*l ou a sua morte, ele não podia agradar a todos, certo? Me pergunto porque todos estavam tão estressados e chateados com a chegada desse homem. Outros estavam curiosos e até achando que era uma boa ter como aliado aquele desgraçado. O que ninguém sabia a minha opinião sobre essa chegada que era deverás muito curiosa da minha parte. Gregório não aparentava querer ajudar a anos atrás. Ele se garantia muito em seu serviço e até me ameaçou se voltasse a me meter com as suas “Coisas”. Conheci Gregório em uma corrida, eu amo correr em alta velocidade nas pistas mais arriscadas e perigosas do mundo. Quem me conhece pessoalmente nunca apostaria que eu sou boa dirigindo. Muitos já duvidaram e perderam dinheiro, porque quando me vem em ação, aí ele se arrepende amargamente de ter duvidado da minha capacidade. Foi em uma corrida que conheci Gregório, ele ainda não era o Dom da Alemanha. Eu também não o conhecia como um soldado, conheci Gregório vendendo algo para uma gente barra pesada. Infelizmente nessas corridas rola muita coisa suja também, negócios são feitos e desfeitos. Uns ganham, outros perdem... Por mais que eu estivesse lá para correr e me divertir, outras pessoas aproveitavam a distração para fechar negócios grandes e perigosos. Era isso que Gregório fazia naquele lugar, ele fechava uma remessa de drogas por armas. Um negócio vantajoso, mas que infelizmente eu coloquei a perde quando sem querer pisei no pé do i****a que estava negociando com Gregório. O mesmo quis crescer para cima de mim, logo eu que sou muito calma e zen, mas não quero me ameaçar e me xingar. No segundo palavrão destinado à minha pessoa, ele já estava levando um chute no saco, um dedo foi cortado logo em seguida e não terminei o serviço porque Gregório se meteu na minha diversão e praticamente mandou o i****a para o hospital. Não satisfeito em estragar a minha noite, ele queria que eu fosse grata pela sua “ajuda”. Que eu fosse boazinha e agradecesse por ele ter quebrado os dentes do meliante, não é fofo? Sendo que eu já estava fazendo isso, e por sinal, estava muito bem sozinha batendo naquele cara. Olha, se eu não fosse espiritualizada, eu teria matado Gregório por menos, mas ele não me deixou em paz, a partir daquele dia, ele começou a fazer da minha vida um verdadeiro inferno. Então eu tenho poder de falar quando eu digo que ninguém conhece Gregório Schneider como eu, ninguém viu de perto o que ele é capaz de fazer pelo que deseja. Eu vi com os meus próprios olhos o que ele é capaz de fazer quando ama e quando odeia. Então, no meio de todas aquelas pessoas que estavam encantadas com a chegada do misterioso alemão de sorriso fácil, eu era a única que tinha motivos reais para não querer que ele estivesse aqui. Gregório era destrutivo, manipulador e um i****a de marcar maior. Eu sei, porque eu fui uma de suas vítimas, e não vou me deixar levar novamente pelo seu jogo, suas falsas promessas e sua beleza. Tenho que admitir que ele era bonito, um armário grande, bonito e com uma arrogância que me deixava à beira de meter uma bala na cabeça dele a cada minuto. E olha que a minha mãe nem sonha que eu sou melhor atiradora da organização do meu pai, mato qualquer pessoa a uma distância que poucos conseguem. Eu era uma ótima sniper, usada quando ninguém conseguia fazer o serviço. Por isso meu pai e meu irmão mantêm o segredo, ninguém imaginaria que eu, uma mulher com cara de menina mimada iria conseguir matar alguém com uma única bala, e não importasse a distância que fosse. Pena que eu não podia matar o desgraçado que anda como se fosse o rei do lugar. Gregório iria ficar acomodado em nossa casa, sim, ele “pediu” ao meu pai para ficar aqui perto da família. Segundo ele, meu pai era alguém que confiava a sua vida, afinal meu pai confiou a sua família e ao trono da Alemanha. Nada mais justo que ter um laço entre eles, certo? Errado! Meu pai tinha que ter ficado longe do Gregório, ainda mais quando eu me abri e disse do que esse simulado é capaz de fazer. O pior que ele está na nossa casa, por mais que eu tenha deixado claro que não queria ele debaixo do nosso teto. Entretanto, fui ignorada com sucesso. Gregório estava no seio familiar e ganhando ainda mais fãs. Pensei que iria respirar nesse noivado, mas somente respirar o mesmo ar dele me irrita profundamente. - Céus, o que está acontecendo com você? Lívia, você é a pessoa mais tranquila e calma que eu já conheci na face dessa terra. – Luiza, pergunto, estranhando a minha explosão de mais cedo. - Que droga está acontecendo com você, Lívia? – Suspiro olhando a festa. Você conhece o Dom Gregório? - Digamos que eu tenha meus desentendimentos com ele, e não quero o mesmo perto de mim... – Digo olhando as mulheres morrendo de amores por ele. - Nada que vai mudar minha opinião sobre ele, não confio naquele homem, espero que você também não confie nele. - Luiza concorda. - Sabe que ele e o pai conversaram a portas fechadas hoje, não sabe? – Olho para Luiza. – Ele quer uma aliança forte entre as famílias, Lívia. – Eu acho que ele vai pedir a sua mão ao papai... – O garçom passa com uma bandeja de bebidas e eu não me recuso a pegar duas taças e bebendo de uma vez. - Você não se lembra do que ele falou no almoço olhando diretamente para você? – Fecho os olhos porque eu me lembro de cada palavra que aquele desgraçado falou para toda a minha família ouvir. “Tudo bem, me avisaram que os homens dessa família eram bem ciumentos e cuidam muito bem de suas joias raras, queria eu ter um belo rubi para cuidar e proteger também...” Gregório olhava diretamente para mim, era como se aquelas palavras fossem para mim. Idiota! Quem tinha o mínimo de QI iria sacar do que ele estava falando, Gregório voltou para me atormentar e ele tem algo que pode me prender há ele para sempre, isso que eu mais temia no momento. viver para sempre com um homem que me magoou, me machucou e fez promessas que não cumpriu. - Acho que você está vendo muitas coisas de casamento, irmã. Gregório veio atrás de quem matou o pai dele. Quando Gael tiver o que merece, ele volta do buraco que saiu... – Digo beijando a bochecha da minha irmã e saindo para o primeiro lugar que pudesse sair dessa situação. Se Gregório abrisse a boca e falasse que ele tirou a minha virgindade, nossa, meu pai iria me obrigar a me casar com ele sem sombra de dúvidas. A questão é que eu não quero, tinha planos de ir morar no México, terra natal da minha mãe. Planejo ir morar lá por causa do deserto que é um lugar perfeito para essas corridas que ela ama fazer, eu queria participar de ralis profissionalmente, mas casada, não tinha como fazer isso, teria que morar em Berlim em uma fazenda com o i****a do Gregório. No jardim eu podia ouvir a festa que se desenrolava lá dentro, queria dizer que estava me divertindo, mas hoje tudo me irritava. Parecia que nada iria melhorar o meu dia. Respiro fundo, porque a paz iria durar pouco, eu sabia que sim... O cheiro dele mesmo que não visse com os meus próprios olhos estava lá, presente como um lembrete que não podia fugir dele para sempre. - Lívia... – A voz rouca atrás de mim trazia um misto de tristeza e raiva. Eu tinha acreditado nele, e o mesmo me enganou e mentiu para mim. Obrigada pelos comentários e bilhetes lunares 🥰
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD