O sol começava a se pôr sobre Nova York quando Dylan atravessou o campus com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco. O céu tingido de tons alaranjados refletia nas janelas altas dos prédios históricos, e o vento frio de fim de tarde bagunçava seus cabelos castanhos. Ele não havia conseguido se concentrar em nada o dia inteiro. Não nos exercícios de desenho, não nas aulas de Remy Keller, nem mesmo no ensaio de arte performática em grupo. Sua mente estava presa nas palavras de Donna: "Eu vim aqui com um objetivo claro. Só tenho um ano pra isso. E preciso me manter focada." Dylan as repetira mentalmente tantas vezes que elas começaram a soar quase como um desafio pessoal. Não porque ele não respeitasse os planos dela, mas porque havia algo injusto naquela ideia de que sentimentos eram um obs

