Capítulo 6

511 Words
Era noite, e eu estava sentado no banco de uma praça, que pelo visto estava vazia. Já fazia 6 meses que Amanda havia partido e eu não tinha mais nenhuma notícia dela. Eu ficava ali sentado, durante uns 2 meses, todas as noites, pensando em tudo que vivi com ela. Eu nunca tinha me sentido tão vivo, tão feliz, e agora ela tinha ido embora. Toda vez que me lembrava que ela não iria voltar, lágrimas brotavam em meus olhos. Chorava todas as noites, definitivamente não estava conseguindo superar. Não saía mais com os meus amigos, não ficava com outras mulheres, apenas pensava nela. Durante meus desvaneios uma voz surgiu ao meu lado. - Adam? Virei e lá estava ela. Amanda - linda como em minhas lembranças. - A... Amanda? - disse boquiaberto - Droga, agora estou delirando. - O que disse? – perguntou. - Espera... Você é real? - Que eu me lembre sim. Por que não seria? Levantei e fiquei parado em sua frente pasmo. - O que está fazendo aqui? Digo, você tinha sumido. - Estou de volta, então decidi procurá-lo. Falei com um amigo seu e ele disse que te encontraria aqui. - E por que veio me ver? Você disse que não queria que nos encontrássemos. - Eu sei e me sinto péssima por isso. - E o seu pai? Como está? - Ele – abaixou os olhos – morreu. - Eu sinto muito. - Não se preocupe. Está tudo bem já. - sorriu com aquele sorriso que fode qualquer psicológico. - Olha, antes que diga qualquer coisa, quero dizer algo que está entalado desde a última vez que nos vimos. Na verdade, acho que, desde que te conheci naquela estrada. Ela me olhou apreensiva. - Quando eu te vi na estrada, quando eu transei com você pela primeira vez, ou na segunda, enfim... Em todos os momentos que vivemos juntos, meu coração disparou, e eu fui burro o suficiente para não admitir logo o que estava escrito na minha testa. – Suspirei. – Eu te amo, Amanda, desde o primeiro instante, e, por mais que você fique com outro cara, eu vou continuar te amando, porque esse amor já faz parte de mim. Simplesmente, te amo. Ela olhou pra mim, e, diante de todas as reações possíveis, ela riu. - Eu me declaro e você ri? - Eu ri de alegria. Adam, não existe outro cara. Eu só disse aquilo porque estava com medo, medo de admitir que também te amo, e quer saber? Eu fui burra. Mas agora eu digo com todas as letras, eu te amo. Eu a tomei em meus braços e a beijei de um jeito que nunca beijei ninguém antes. - Então, senhorita Amanda, quer namorar comigo? - Claro que sim, sr. Adam. - Então, sou o cara mais sortudo do mundo. Ela riu. - Pode apostar que sim. - Então, onde paramos mesmo? - Acho que na parte que você me leva para casa e tira minha roupa. Rimos. E esse foi o primeiro melhor dia da minha vida.
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