Cavaleiro Narrando Saí do quarto com o sangue fervendo. A raiva queimava cada fibra do meu corpo. Ciúmes, uma palavra pequena para o que sentia. Era mais do que ciúmes, era posse. Lorena não podia ser desejada por outro, e ninguém, absolutamente ninguém, poderia me desafiar assim. Peguei o rádio sem pensar duas vezes: —Chelo! Ruan! Levem para o Galpão da desova, os três que estavam olhando para ela. Agora. Não havia espaço para desculpas, para hesitação. Qualquer sentimento que ameaçasse meu domínio era perigoso demais. Eles tinham que entender, e rápido. Qualquer falha seria fatal. Cheguei ao galpão antes deles. A porta rangia sob meu toque, e o ar pesado parecia pulsar com tensão. Eu estava ardendo de ciúmes e raiva, mas acima de tudo, precisava impor controle absoluto. Os três che

