Lorena Narrando Falei com a Rafaela, minha prima, por telefone. Ela me disse que estavam em um apartamento muito luxuoso na Barra. Liguei o vídeo e consegui falar com ela e com a minha tia ao mesmo tempo. — Lorena! Que bom ver você — disse a Rafaela, com um sorriso meio nervoso, mas aliviado. — A gente tá bem, mas você não imagina como tá tenso. — Eu sei, Rafa — respondi, com a voz baixa, tentando não mostrar o quanto estava assustada. — Mas eu tenho quase certeza que tem dedo do Clóvis nisso. Ele me vendeu, já provou que é capaz de tudo. Minha tia soltou um suspiro pesado do lado dela. — Tenho tanto ódio desse homem — ela falou, com os olhos cheios de raiva. — Ele não mede limites. Eu balancei a cabeça, sentindo um nó na garganta. — Eu sei, tia. Eu sei… — falei, tentando controlar

