Lorena Narrando Estou literalmente perdida. Não faço ideia de que horas são nem de onde estou. Só sei que é uma fazenda, e me largaram aqui amarrada, sentada na cama, e sumiram. Minhas mãos e pés estavam apertados, a pele já começando a doer. Cada minuto parecia uma eternidade, e eu tentava escutar qualquer som que me desse alguma pista, mas só o vento batendo nas árvores lá fora e o ranger da porta quebravam o silêncio. Depois de um tempo, ouvi alguém mexendo na porta. Ela se abriu devagar, e um homem entrou. Não disse uma palavra, só segurava um prato de comida. Me olhou de cima a baixo, sem expressão, e saiu. Deixou a porta aberta. Não me movi, estava petrificada. Quando voltou, dessa vez segurava uma garrafa de água e um copo. Fiquei paralisada enquanto ele se aproximava. Sem espera

