Cavalheiro Narrando Amanheceu e eu já tava acordado antes mesmo do sol nascer. Quase não dormi. Aquelas fotos da Lorena não saíam da minha cabeça. O jeito que tiraram, a precisão, era ameaça, clara e direta. Quem mandou sabia que mexeu comigo. E eu já tinha decidido: vou arrancar a alma desse filho da püta quando descobrir quem foi. Levei a Lorena pra escola como se fosse mais um dia normal. No caminho, ela falava do colégio, das amigas, rindo leve, e eu respondendo no automático. Por dentro, a raiva queimava. Quando parei o carro em frente ao portão, segurei a mão dela. — Se cuida, tá? Ela sorriu, achando que era só preocupação de namorado grudento. — Relaxa, amor. É só escola. Puxei ela pra perto e dei um beijo demorado, como se quisesse gravar aquele momento na pele. Ela saiu t

