Cavaleiro Narrando Quando a Lorena terminou de me contar o que tinha acontecido na escola, eu fiquei em silêncio. Passei a mão devagar no cabelo dela, como se pudesse apagar o toque daquele moleque. Por fora, eu tava calmo. Por dentro, uma bomba prestes a explodir. Eu não queria assustar ela, então deixei que adormecesse no meu peito. Só que enquanto ela respirava tranquila, eu só pensava em como ia resolver aquilo. O ciúme queimava no meu sangue. O ódio fervia, batendo no fundo do peito. Peguei o celular devagar, sem fazer barulho. Meus dedos digitavam rápido, sem paciência. Mandei mensagem pro Leto: — Amanhã cedo quero saber quem é esse moleque, que tocou na minha namorada. Descobre tudo. Fiquei encarando a tela, tentando segurar a raiva. Mas o ciúme não dava trégua. Eu sabia que n

