Cavaleiro Narrando Acordei com o barulho insistente do meu celular pessoal tocando sem parar. Estiquei a mão até a mesinha de cabeceira e peguei o aparelho. Estranhei na hora: era o Chelo. Ele quase nunca me liga nesse número, só manda mensagem, e geralmente no outro chip, o de trabalho. Atendi ainda com a voz rouca de sono. — Fala, Chelo... Do outro lado, a voz dele estava séria, carregada. — Chefe, olha os links que eu te mandei. É coisa séria. Vê agora. Antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa, ele desligou. Sentei na cama, esfreguei o rosto e abri o aplicativo de mensagens. Tinha uma sequência de links enviados por ele. Comecei a clicar um por um, e a cada imagem que abria, meu sangue esquentava mais. Eram fotos da Lorena. Fotos dela em cartazes de desaparecida. Denúnci

