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800 Words
Dante Valentini deixou o hospital com uma determinação fria, seu rosto impassível escondendo o turbilhão de emoções que o consumia. Ele sabia que o ataque a Isabela não era apenas um ato de violência. Era uma mensagem. Uma tentativa de intimidá-lo e mostrar que seus inimigos não tinham medo de confrontá-lo. . . . Assim que entrou em seu carro, puxou o telefone e ligou para Enzo, seu braço direito. — Enzo, encontre qualquer informação que conecte Antônio Di Caro a esse ataque. Quero provas, locais, contatos. Tudo. Enzo respondeu sem hesitar: — Don Valentini, Antônio é conhecido por ser imprudente, mas não costuma agir sem um plano. Ele pode estar tentando provocar o senhor para uma reação impulsiva. Dante sorriu levemente, mas seu olhar era cortante. — Se ele acha que me conhece, está prestes a descobrir o quão pouco sabe. Encontre-o, Enzo. Não importa quanto tempo leve. — Sim, senhor. Desligando a ligação, Dante recostou-se no assento, sua mente já trabalhando nas próximas ações. Antônio Di Caro era líder de uma das famílias mais voláteis do submundo. Ele estava em busca de qualquer oportunidade para minar o poder dos Valentini e evitar a consolidação da aliança entre os Valentini e os Moretti. Dante sabia que Antônio estava se aproveitando da situação com Isabela para desestabilizá-lo. O casamento deles significaria um equilíbrio de poder impossível de ignorar, algo que claramente incomodava os outros líderes. --- No início da noite, Enzo ligou novamente. — Don Valentini, encontramos Antônio Di Caro. Ele está em uma de suas casas de campo fora da cidade. O local está fortemente protegido, mas temos homens observando. — Excelente. Prepare tudo. Estarei lá em breve. — Quer que eu cuide disso, senhor? Dante foi categórico: — Não. Isso é pessoal. --- A propriedade de Antônio Di Caro era isolada, rodeada por árvores densas e cercas altas. Dante chegou em um veículo discreto, acompanhado por um grupo pequeno, mas altamente treinado. Não era sua intenção causar um alarde. Não ainda. Ele entrou na propriedade com a eficiência de um estrategista militar. Seus homens neutralizaram os guardas externos rapidamente, permitindo que ele entrasse sem chamar atenção. Antônio estava na sala principal, cercado por dois de seus conselheiros mais próximos, rindo de algo em seu copo de whisky. — Antônio Di Caro. — A voz de Dante cortou o ambiente como uma lâmina. Os homens se viraram imediatamente, a surpresa estampada nos rostos. Antônio, no entanto, escondeu sua reação rapidamente e abriu um sorriso despreocupado. — Don Valentini! Que honra receber uma visita inesperada. Dante ignorou o sarcasmo, caminhando lentamente até o centro da sala. Ele tirou as luvas e as colocou no bolso, como se tivesse todo o tempo do mundo. — Não estamos aqui para jogos, Antônio. Foi você quem ordenou o ataque a Isabela. Antônio deu uma risada curta, mas a tensão em seus olhos era inconfundível. — Ataque? Não sei do que você está falando. Talvez você esteja vendo inimigos onde não existem. Dante inclinou a cabeça ligeiramente, avaliando cada palavra. Então, com um movimento rápido, sacou uma arma e a apontou diretamente para o joelho de Antônio, disparando sem hesitar. Antônio gritou de dor, caindo no chão enquanto seus conselheiros recuavam, incapazes de reagir diante da presença implacável de Dante e seus homens. — Essa foi pela tentativa de atacar o que é meu — Dante disse, sua voz baixa, mas carregada de ameaça. — Agora, vamos conversar como adultos. Antônio respirava com dificuldade, tentando conter a dor, mas a expressão de ódio em seu rosto era clara. — Você acha que pode intimidar todo mundo, Valentini. Mas não pode controlar o mundo. Essa aliança com os Moretti não vai te salvar. Dante sorriu, mas seus olhos estavam frios como gelo. — Essa aliança já me salvou. É você quem deveria estar preocupado. Agora, me diga: quem mais está envolvido? Antônio hesitou, mas o olhar mortal de Dante não deixou espaço para resistência. — Ninguém... foi ideia minha. Queria testar sua determinação. Dante assentiu lentamente, como se considerasse a resposta. Então, se aproximou e sussurrou: — Testar minha determinação foi seu maior erro. Ele gesticulou para seus homens, que arrastaram Antônio para fora. Dante sabia que precisava enviar uma mensagem clara aos outros líderes. A violência, quando usada corretamente, era uma ferramenta poderosa. --- De volta ao carro, Dante pegou o telefone e ligou para Enzo. — Enzo, faça com que a notícia sobre Antônio Di Caro se espalhe. Quero que todos saibam o que acontece com quem toca no que é meu. Enzo respondeu com determinação: — Será feito, Don Valentini. Dante desligou, encarando a escuridão da noite pela janela do carro. Ele sabia que essa guerra estava apenas começando. Mas, com Isabela ao seu lado, ele estava disposto a enfrentar qualquer coisa.
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