Me remexi daquele colo quente, querendo não me tornar consciente, sem sucesso, da coisa que endureceu no meu bumbum.
O monumento de homem de cabelos brancos semicerrou os olhos, avaliando minhas feições. Aproveitei para encará-lo de volta. Embora curtos, pareciam suaves. Contive o desejo de acariciá-los e ver por mim mesma o quão macios eram. O tom era grisalho, quase um branco natural, a julgar pelas pestanas da mesma cor.
Será que a trilha feliz dele seria platinada também? Amaria descobrir.
— Bem? O que você quer? — perguntei.
Ficaria mais do que feliz se ele pedisse um beijo e alguns amaços nesse ‘jogo de perguntas’. Não seria uma perda. Seus olhos azuis-gelo me observavam com intensidade. Ele parecia saber exatamente onde meus pensamentos estavam. Engoli em seco.
De onde eu tirei criatividade pra esse sonho? Que delícia, senhoras e senhores.
Eu nunca fui de beber até cair. Já tomei umas coisinhas da adega do papai, mas em nenhuma dessas vezes fiquei tonta como agora. Não que eu seja tímida… Só me sinto segura. Olhar para essa b***a me provoca coisas estranhas.
— Não faça esse tipo de proposta — ele ameaçou com a voz rouca — Eu posso ser muito exigente.
Uou.
Esse era exatamente o rumo que eu queria. Na minha cabeça, eu podia fazer o que quisesse com esse homem. Era totalmente livre. Me imaginei tocando seu rosto, e fiz exatamente isso.
Sem pensar. Só agi. Seu rosto era anguloso, um pouco áspero, mas a textura era gostosa sob meus dedos. Ele apenas me observou, atento. Entreabriu a boca e rosnou quando esfreguei o polegar na mandíbula.
Longe de estar assustada, pelo contrário, eu estava quente. Seus olhos mudaram para amendoados cintilantes bem na minha frente, gradualmente e ele lambeu os lábios.
— Talvez seja exatamente isso que eu precise. Mas, pra começar, diga seu nome — joguei a isca, querendo informações. Ele arqueou as sobrancelhas, confuso, como se eu já soubesse — São as regras do jogo.
Minha mente estava nublada por suas palavras, seu corpo. O calor dele me chamava em notas suculentas. Me ergui, sentando. Como, na Terra, um homem podia ter tanta beleza? Cada traço do rosto dele me atraía.
Suas mãos subiram ao meu rosto, segurando minha mandíbula entre os dedos, espelhando meus movimentos. O toque era quente, terno, mas firme o bastante pra me prender ali. E eu não queria sair.
Esse homem desconhecido poderia fazer o que quisesse comigo, e eu deixaria. Cada grama do meu corpo queria agradá-lo, satisfazê-lo a qualquer custo. Seus olhos baixaram para minha boca e ele lambeu os próprios lábios, sem pressa.
As presas dele se alongaram diante de mim, rasgando um pouco a gengiva para acomodar o novo tamanho.
A ponta da língua passou por ali também, sentindo o próprio canino.
Foi o bastante para despertar algo. Meu núcleo contraiu e senti meu doce líquido escorrendo. Suas narinas dilataram, olhos agora completamente caramelos, sem nenhum traço do azul.
— Sou Drak, senhorita. O que mais deseja para o seu jogo? Diga as palavras… e será seu — respondeu à minha pergunta com tom brincalhão, mas o final foi sério.
— Farei o meu pior — devolvi maliciosamente. Por um fio meus desejos mais sombrios não escaparam pela boca. Aquela era minha chance de realizar tudo o que eu nunca tive coragem de fazer, ou dizer, na vida real. Ele acenava, pronto pra mim. Bastava agarrar.
Curiosa, passei o indicador por seu canino, pressionei a carne ali. A ponta afiada furou a pele. Seus lábios se fecharam em volta do meu dedo, e ele sugou. Sua saliva estava quente, convidativa. Imaginei abrir minhas pernas e me deleitar naquele calor.
Drak fechou os olhos com força e travou a mandíbula antes de me liberar.
— Te agrada me levar ao limite? Me deixar nesse estado? Não quero desonrá-la antes de nos acasalarmos.
Com um impulso rápido, ele já estava do outro lado do quarto. A rapidez anormal me pegou desprevenida.
Porra, eu só queria me aliviar. É pedir muito?
Me senti mendigando e até imaginei a cena:
Por favor, uma goz@da para essa jovem senhora necessitada.
pensei transitando entre estar chateada e querendo rir dos meus pensamentos involuntários.
— Nossa companheira é impaciente. Dê o que ela almeja, irmão — disse o outro da porta. Não sei há quanto tempo ele estava ali, nos observando.
Isso era quente pra c*****o.
Não tive vergonha — pelo contrário. Seria ótimo se ele nos visse. Mas antes que eu virasse o rosto para vê-lo em sua forma humana… fui puxada dos meus sonhos.
Quem diabos estava gritando no dormitório?
Logo na melhor parte do meu sonho quente?
INFERNO!