Trinta e dois dias trancada nesse quarto, não sei se aguento. Encaro a escuridão do cômodo sem janelas, ou entrada de ar. Aqui não tem móveis, sequer um banheiro, nem nada que eu possa usar para dar cabo de minha vida. Sim, o meu desespero é tão grande que eu prefiro a morte a ficar mais um dia nesse lugar. Desolada, me sento chão e deixo a minha cabeça se apoiar entre minhas pernas, fecho os meus olhos e me ponho a chorar. Penso nele... Deus, Alex deve estar feito um louco a minha procura, e a Anita, tadinha! Mas eu sei que eles não podem me ajudar, mesmo com uma promessa entre nós, Alex não pode fazer nada por mim. Marrony tem todo o domínio desse lugar, policiais, homens de poder, todos o apoiam em tudo o que ele faz. Respiro fundo, no momento em que a porta se abre e Marrony surge

