O restaurante brasileiro tinha luzes amareladas, mesas de madeira escura e um cheiro acolhedor de churrasco, farofa amanteigada e pão de alho assando no forno. Era animado, mas não barulhento exatamente o tipo de lugar que Harry raramente frequentava. Talvez por isso ele tivesse chegado quinze minutos antes do horário. Entrou usando um blazer escuro sobre uma camisa branca sem gravata, elegante, mas menos formal do que ele costumava ser. O maître o reconheceu de algum lugar, ou talvez só percebesse que ele tinha jeito de “executivo importante”. — Boa noite, senhor. Tem reserva? — Sim. Harry Bakserville. Mesa para dois. O maître confirmou no sistema. — Claro, senhor. Pode me acompanhar. Harry caminhou entre as mesas, observando detalhes que normalmente passariam despercebidos os quad

