O dia começou cedo demais para Harry, que ainda tentava se adaptar ao fuso, ao calor e, principalmente, à informalidade brasileira. O café da manhã do hotel estava farto, barulhento e cheio de cheiros doces. Yara parecia em casa. Pegou frutas, pão, café forte, conversou com o garçom como se já o conhecesse há anos. Harry observava tudo em silêncio, tomando café preto e tentando ignorar o fato de que ela parecia perigosamente confortável ao lado dele. Eles não falaram sobre o beijo. E, curiosamente, isso tornava tudo mais presente. — Minha mãe vai querer que você coma de novo — Yara avisou, rindo enquanto colocava os óculos escuros. — Ela acredita que alimentar alguém é a maior prova de carinho. — Estou começando a perceber — ele respondeu. — Acho que nunca comi tanto em tão pouco temp

