Harry não voltou para o salão. Depois de alguns minutos em silêncio na área externa, ele apenas olhou para Yara, como se já tivesse tomado uma decisão que vinha sendo adiada desde o primeiro gole de vinho. — Vamos embora — disse, calmo, mas definitivo. Yara não questionou. Apenas assentiu, pegando a bolsa e seguindo ao lado dele. Dentro do carro, o trajeto foi silencioso. Não um silêncio desconfortável um silêncio cheio de pensamentos não ditos. As luzes da cidade passavam pelo vidro enquanto Harry mantinha as duas mãos firmes no volante, os olhos atentos demais à estrada. Yara o observava de lado, sentindo o peso daquele recuo, mas sem mágoa. Ela entendia. E, de algum modo, isso doía menos do que se ele tivesse fingido que nada estava acontecendo. Quando o carro parou em frente ao

