Londres parecia mais leve naquele fim de tarde. Yara caminhava ao lado de Harry pela margem do Tâmisa, um copo quente entre as mãos, rindo de algo bobo que ele dizia sobre turistas e mapas inúteis. O vento brincava com seus cachos, e Harry, de vez em quando, diminuía o passo só para acompanhar o ritmo dela um gesto pequeno, mas cheio de intenção. — Você fica linda quando está distraída — ele comentou, sem pensar muito. Yara ergueu uma sobrancelha, divertida. — Isso foi um elogio ou uma confissão estranha? — As duas coisas — ele respondeu, dando de ombros. Ela riu, encostando o braço no dele enquanto atravessavam a ponte. Por alguns minutos, o mundo parecia reduzido àquele espaço entre os dois. Enquanto isso, a quilômetros dali… O telefone fixo do apartamento de Yara tocou. Bia, jo

