A manhã estava clara demais para os nervos de Yara. O céu londrino, quase irônico, abria-se em tons suaves de azul quando ela parou diante do prédio da faculdade. Antigo, imponente, com colunas de pedra clara e janelas altas que pareciam observar quem entrava avaliando, medindo, escolhendo. Yara respirou fundo antes de subir os degraus. Não era só uma entrevista. Era a chance de virar uma página inteira da própria vida. Ela ajeitou a bolsa no ombro, sentindo o tecido do vestido claro contra a pele, e entrou. Do outro lado da rua, Harry permanecia encostado no carro, os braços cruzados, o paletó perfeitamente ajustado contrastando com a inquietação nos ombros. Ele não entraria. Não hoje. Aquilo precisava ser só dela. Mesmo assim, seus olhos não desgrudavam da porta. Ele lembrava da s

