Quando Yara abriu a porta do apartamento, cansada do trabalho mas aliviada por finalmente estar em casa, encontrou Bia praticamente saltitando na sala, com um sorriso impossível de ignorar. — Finalmente! — Bia disse, apontando dramaticamente para o centro do tapete. — Sua encomenda real chegou. No meio da sala, uma caixa grande, preta, elegantemente embrulhada, parecia até deslocada ali entre as almofadas coloridas e a mesa de centro cheia de revistas. Yara franziu a testa. — Eu… não pedi nada. — Eu sei. — Bia cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha. — Mas alguém pediu pra você. Yara pousou a bolsa no sofá e se aproximou. Ao abrir a tampa, seus olhos se arregalaram. Dentro da caixa havia um vestido preto acetinado, longo, com um corte impecável que fluía como água. Junto dele, uma

