Yara entrou em casa empurrando a porta com o quadril, cansada, o moletom pendurado no braço e o cabelo preso num coque torto que estava prestes a desabar. O cheiro de alho frito e cebola dourando tomou seu nariz — sinal claro de que Beatriz estava cozinhando. — Chegou, desgraçada! — Beatriz gritou da cozinha, sem nem olhar. — Tenho arroz, feijão e bife. Senta aí antes que esfrie. Yara soltou um suspiro longo, jogou o moletom no encosto da cadeira e desabou na outra. — Bia… você não vai acreditar. — disse ela, passando a mão no rosto. Beatriz se virou, uma colher de p*u na mão, a expressão imediatamente alerta. — O quê? Te mandaram embora? Te xingaram? Cliente i****a? O gerente falou merda? — Não… quer dizer, quase. — Yara fez uma careta. — Derrubei três copos, vou ter desconto no sal

