O jantar começou silencioso silêncio típico de famílias tradicionais, aquele em que cada colher tocando o prato parece alto demais. Yara respirou fundo, mantendo a postura, repetindo mentalmente a regra de Harry: Eles não podem desconfiar de nada. Nada. Mas não demorou dois minutos para ela perceber o olhar de Joseph. Aquele olhar pesado. Minucioso. Quase clínico. Ele observava tudo. Quem servia quem. Quem olhava para quem. Quem sorria quando. E, principalmente, a distância entre ela e Harry. Ele podia não estar dizendo nada, mas Yara acostumada a ler pessoas desde pequena entendeu na hora. Ele está avaliando a gente. O tempo todo. Foi aí que algo mudou dentro dela. Devagar, quase imperceptivelmente, Yara se aproximou de Harry. Primeiro com pequenas coisas um sorriso um pou

