Ele entrou no carro, sentou-se no banco traseiro e pediu que o motorista esperasse antes de partir. A luz da rua entrava pelas janelas escurecidas, recortando seu rosto sério, mas havia algo nos olhos dele que não era costumeiro. Yara. Era esse o nome que não saía da cabeça dele. Harry sempre foi metódico, analítico, objetivo. Tinha uma vida planejada ao minuto, interações calculadas, ligações rápidas, nada supérfluo. Mas no jantar, nada funcionou do jeito que ele estava acostumado. Ele tinha perdido o controle da conversa diversas vezes e, paradoxalmente, não se incomodou. Ele apoiou os cotovelos nos joelhos, entrelaçando as mãos, lembrando-se da forma leve e natural como ela falava. A risada dela quando ele descreveu a farofa como “areia de praia”. O brilho curioso nos olhos quando

