Abrindo as pálpebras pesadas, Ludmila soltou alguns xingamentos desprezíveis e fez força para tirar o corpo da garota da cama. “Essa menina burra só faz merda” – Resmungou se sentando na maca. Movendo a boca, como se estivesse mascando tabaco, ela olhou para Targan jogado na maca próxima a janela de vidro, que envolta na penumbra, concedia uma visão parcial da noite que perduraria por mais algum tempo. Pulando no chão com os pés descalços, a argoru coçou as pernas e depois a cabeça, em seguida saiu da enfermaria sentindo a visão tremular, por causa de alguns episódios de tontura. Os costumes de seu antigo corpo masculino, estava evidente em cada movimento de seu novo corpo. Andava com as pernas meio abertas, o pescoço recostado sobre o tronco, em um hábito preguiçoso de quem não po

