Horas depois ela foi no banheiro mais pro azar dela só passou raiva...
Saiu do banheiro bufando, passo rápido, o maxilar tenso. O sangue ainda fervia. Gabriel percebeu na hora — conhecia cada mudança no corpo dela.
— O que foi? — perguntou, já em alerta.
Ela parou na frente dele, respirou fundo pra não perder a linha.
— A loira que você pagava… — disse fria. — Veio me contrariar e me ameaçar no banheiro.
O rosto de Gabriel mudou.
Não foi ciúme.
Foi instinto de caça.
Ele virou o rosto lentamente pros homens dele. O baile continuava, a música alta, mas ao redor deles o clima fechou.
— Leva a Amanda lá pra cima. — disse baixo, firme, sem gritar.
Dois homens se moveram na mesma hora.
A mulher tentou reclamar, rir, fazer cena — não adiantou. Foi escoltada pra fora do ambiente em silêncio constrangedor.
Sofia observava, o coração ainda acelerado.
Gabriel voltou o olhar pra ela, a voz agora completamente diferente, controlada.
— Ninguém fala com você assim. — disse. — Ninguém te ameaça. Ninguém te desrespeita.
Ela cruzou os braços, ainda irritada.
— Eu não preciso que você brigue por mim… — começou.
Ele se aproximou um passo, sem invadir, mas impondo presença.
— Eu sei. — respondeu. — Mas eu quero. Porque você é minha mulher. E aqui ninguém esquece isso.
Ela suspirou, o peso da tensão descendo dos ombros.
— Ela falou como se eu tivesse roubado algo que era dela.
Gabriel soltou um riso curto, sem humor.
— Eu nunca fui de ninguém. — disse. — Eu só tava perdido… até você ser minha.
Ele passou a mão no rosto dela com cuidado, o polegar limpando uma lágrima de raiva que ela nem tinha percebido que caiu.
— Vem. — murmurou. — Vamos embora. Já deu por hoje.
Ela assentiu.
Enquanto saíam, o recado ficou mais claro do que qualquer ameaça:
Sofia não precisava gritar.
Não precisava provar nada.
O lugar dela estava definido —
ao lado do homem que não deixava ninguém cruzar a linha.
Em casa, o silêncio era outro.
Sofia tomou um banho demorado, deixando a água quente cair sobre o corpo cansado, levando embora o resto da tensão da noite. Vestiu uma camisola leve e deitou devagar, ainda sentindo o coração bater mais forte.
Gabriel entrou logo depois, apagou a luz principal e se deitou ao lado dela. Não disse nada de imediato. Só a puxou com cuidado para perto, como se ainda tivesse medo de quebrá-la.
Ela virou o rosto pra ele, os olhos suaves.
— Quero você, amor… — disse baixo, sem pressa, sem desafio. Só verdade.
Gabriel sorriu daquele jeito raro, inteiro. Passou a mão pelo cabelo dela, depois pelo rosto, como quem confirma que ela está ali de verdade.
— Eu tô aqui… — respondeu. — Sempre.
Começou a beijá-la devagar, com carinho, como se cada gesto fosse uma promessa. Não havia urgência. Era afeto, era i********e, era o jeito deles de se encontrarem depois de tudo.
Os corpos se encaixaram naturalmente, o mundo lá fora ficando distante. Ali, entre lençóis e respirações calmas, eles se escolheram mais uma vez — sem medo, sem culpa, só amor.
E naquela noite, Sofia adormeceu nos braços dele, sentindo algo que não sentia há muito tempo:
Paz.