fim de baile

550 Words
Horas depois ela foi no banheiro mais pro azar dela só passou raiva... Saiu do banheiro bufando, passo rápido, o maxilar tenso. O sangue ainda fervia. Gabriel percebeu na hora — conhecia cada mudança no corpo dela. — O que foi? — perguntou, já em alerta. Ela parou na frente dele, respirou fundo pra não perder a linha. — A loira que você pagava… — disse fria. — Veio me contrariar e me ameaçar no banheiro. O rosto de Gabriel mudou. Não foi ciúme. Foi instinto de caça. Ele virou o rosto lentamente pros homens dele. O baile continuava, a música alta, mas ao redor deles o clima fechou. — Leva a Amanda lá pra cima. — disse baixo, firme, sem gritar. Dois homens se moveram na mesma hora. A mulher tentou reclamar, rir, fazer cena — não adiantou. Foi escoltada pra fora do ambiente em silêncio constrangedor. Sofia observava, o coração ainda acelerado. Gabriel voltou o olhar pra ela, a voz agora completamente diferente, controlada. — Ninguém fala com você assim. — disse. — Ninguém te ameaça. Ninguém te desrespeita. Ela cruzou os braços, ainda irritada. — Eu não preciso que você brigue por mim… — começou. Ele se aproximou um passo, sem invadir, mas impondo presença. — Eu sei. — respondeu. — Mas eu quero. Porque você é minha mulher. E aqui ninguém esquece isso. Ela suspirou, o peso da tensão descendo dos ombros. — Ela falou como se eu tivesse roubado algo que era dela. Gabriel soltou um riso curto, sem humor. — Eu nunca fui de ninguém. — disse. — Eu só tava perdido… até você ser minha. Ele passou a mão no rosto dela com cuidado, o polegar limpando uma lágrima de raiva que ela nem tinha percebido que caiu. — Vem. — murmurou. — Vamos embora. Já deu por hoje. Ela assentiu. Enquanto saíam, o recado ficou mais claro do que qualquer ameaça: Sofia não precisava gritar. Não precisava provar nada. O lugar dela estava definido — ao lado do homem que não deixava ninguém cruzar a linha. Em casa, o silêncio era outro. Sofia tomou um banho demorado, deixando a água quente cair sobre o corpo cansado, levando embora o resto da tensão da noite. Vestiu uma camisola leve e deitou devagar, ainda sentindo o coração bater mais forte. Gabriel entrou logo depois, apagou a luz principal e se deitou ao lado dela. Não disse nada de imediato. Só a puxou com cuidado para perto, como se ainda tivesse medo de quebrá-la. Ela virou o rosto pra ele, os olhos suaves. — Quero você, amor… — disse baixo, sem pressa, sem desafio. Só verdade. Gabriel sorriu daquele jeito raro, inteiro. Passou a mão pelo cabelo dela, depois pelo rosto, como quem confirma que ela está ali de verdade. — Eu tô aqui… — respondeu. — Sempre. Começou a beijá-la devagar, com carinho, como se cada gesto fosse uma promessa. Não havia urgência. Era afeto, era i********e, era o jeito deles de se encontrarem depois de tudo. Os corpos se encaixaram naturalmente, o mundo lá fora ficando distante. Ali, entre lençóis e respirações calmas, eles se escolheram mais uma vez — sem medo, sem culpa, só amor. E naquela noite, Sofia adormeceu nos braços dele, sentindo algo que não sentia há muito tempo: Paz.
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