Deixar Rafael atravessar aquela sala de cirurgia sem mim, foi à coisa mais difícil que já fiz até aqui. Toco meu ventre e mantenho as lágrimas no lugar. Precisamos de fé. Um telefonema a Luana, outro a Teodoro Austin foi o favor que pedi a gentil enfermeira que tentou me manter calma pela segurança do nosso bebê, do pedacinho vivo do anjo dentro de mim. Quando Ana Vicente chega o hospital, me oferecendo seus braços, aceito sem demora, para só então derramar todas as lágrimas que posso em total desespero. – Não posso perdê-lo... Não pra morte. – Ele vai lutar, ele sempre lutou, é a única coisa que sabe fazer. – Ela sempre esteve ali por mim. E algo me diz, que independente de tudo. Sempre estaria por nós. – Eu sei, eu sei... – Rezar atracada no colo da loira que tanto amo, é tudo que

