- O que eu faço? - Vai atrás dele. - Não... Não consigo. Eu tenho medo... E o que ele fez com a Perrone ainda ecoa na minha cabeça. - Talvez realmente não esteja preparada para dar este passo com ele. - Eu o amo. - Não adianta dizer para mim, nem para si mesma. Precisa contar a ele. - Talvez eu nunca consiga... Como se isso fosse sinal da minha fraqueza. - Vai perdê-lo. - Quando vamos partir? - Estou com tudo organizado para no máximo quatro dias. - Já avisou o síndico? - Sim. Ele disse que o aluguel está pago até o final do mês. Mas parece que já teve alguém interessado pelo nosso apartamento. A possibilidade de estar nos esperando quando voltar é quase impossível. – ele olhou para a porta do nosso lar. - Isso também me dói. Foi uma vida aqui. - Boas e más lembranças.

