Os médicos e enfermeiros falavam todos ao mesmo tempo e eu não conseguia prestar atenção no que diziam. Percebi as pernas dela ainda tremendo e foi então que meus olhos se focaram na bebê cheia de sangue, levantada no ar pelas mãos do médico, com a boca aberta gritando e os olhinhos fechados. O pequeno serzinho foi enrolado e trazido no colo de uma mulher, junto comigo. Fui colocada numa outra sala e ela me mostrou Maria Lua. Olhei o rostinho miúdo, que não havia aberto os olhos. Ainda chorava. - Ela está bem. Vamos levá-la para a UTI neonatal porque ela está com um pouquinho de dificuldade para respirar. Sou a pediatra. Eu toquei o tecido que a cobria. Meu coração batia tão forte que duvido que suportaria tudo aquilo. Aos poucos, tudo foi ficando calmo demais. Maria Lua foi levada

