Demitida. Sorrio para mim mesma com a ironia do destino, que resolveu ouvir Renata e meus pensamentos. Fecho meus olhos no ponto de ônibus, sem saber como diria para vó Marta que havia sido demitida, sem ao menos ter fechado o mês e logo agora que as coisas começará a faltar em casa. Meu ônibus finalmente chega e entro, podendo escolher em qual lugar sentaria, por estar quase vazio. A volta para casa nunca foi tão tranquila e rápida. Quando vejo, já estou na rua de casa. Tomo coragem antes de entrar em casa, encontrando Vó Marta limpando o chão. – Gabi – diz surpresa, parando de varrer – Aconteceu alguma coisa? – Fui demitida – digo sem rodeios. Nunca soube escolher as palavras certas mesmo. – Oh, minha filha – diz se apoiando na vassoura – Fazer o quê, não é? Ainda bem que pas

