Arrumava Renata na cama, após conseguir fazer ela parar de falar do tiroteio e dormir. – Que horror! – diz vó Marta da sala, chocada com alguma coisa. Deixo o quarto em direção da sala, franzo o cenho ao ver um repórter ao vivo em frente a um presidido com a seguinte manchete: Briga entre facções deixa possíveis feridos no presídio federal do Rio. – Essas pragas deviam tudo morrer – diz vô Alceu ao lado de vó Marta. Naquele momento, por alguma razão, comecei a orar por Marco. Não por ele ser meu cliente, mas por alguma parte em mim estar começando a gostar dele. Gostava do jeito que me olhava. Do jeito que me tratava. Me sentia importante perto dele, como nunca me senti antes perto de nenhuma outra pessoa. E só me dei conta disto, quando me vi prestes a perder ele. Não demora

