– Gabi. Gabi – Forço minhas pálpebras abrirem, encarando vó Marta inclinada sobre mim. – O que foi? – digo sonolenta. – Tem uns homens parados dentro de um carro em frente de casa, já faz algum tempo. Seu vô já quer ir lá. – As vezes estão esperando alguém, vó. – Eles não tão com cara de que estão esperando alguém não – Ela se afasta com passos rápidos. Resmungo, sentando, desejando estar dormindo. Saio do quarto coçando os olhos, indo em direção da sala, onde meus avós se espremem na janela, para olhar o Corola preto do outro lado da rua com quatro homens dentro. – Vou lá perguntar o que eles querem aqui – diz vô Alceu. – Você não vai perguntar nada, vô – Repreendo – Não sabe nem quem são eles. – Vá se meter onde não deve e levar um tiro – Vó continua. Vou até a cozinha

