- No que quer minha ajuda? – pergunta após terminar de comer e beber meia garrafinha d’água. - Para formar uma defesa. Ela bufa. - Por quê não deixa a justiça ser feita e segue sua vida? Traficantes como ele, não tem para onde correr. E eu sabia disso, mas se houvesse alguma chance de tirar ele, iria tentar. - Só diz que me ajuda, vai. Os segundos se passam se arrastando, enquanto Giulia fica pensativa. Sempre foi assim, desde quando éramos crianças. Na verdade, não tinha mudado muita coisa. Giulia sempre teve medo de se arriscar, preferia ter certeza absoluta do que estava prestes a fazer, antes de dar o próximo passo. Seguia à risca todos os planos da sua vida e odiava contra tempos, como eu por exemplo, que sempre a tirava de seu foco. - Ajudo você mas, só se me ajudar depois

