Bruno segura em minha mão e vamos até a porta do farol, me senti tão pequena ao estar nos pés daquela magnífica construção.
Ele pós a mão no bolso e procurou uma chave, era da porta do farol.
- Você tem a chave? Comi conseguiu a chave desse farol.
- Ele era do meu bisavó, ele ganhou em uma aposta de um antigo marinheiro. ele falava já abrindo a porta.
Segurou em minha mão e subimos as escadas, no topo havia uma grande lanterna apagada, um colchão no chão, alguns livros e um candieiro, aparentava estar limpo, como se alguém cuidasse daquele lugar.
- Venho aqui uma vez por semana limpar o local e testar a Luz.
Ele começou a mexer dentro da caixa da luz e a acendeu, era tão forte e brilhante, dava pra ver a luz refletir nas ondas ao longe, era tão bonito e tão mágico.
Quando me dei conta, Bruno me abraçava por trás e beijava meu pescoço.
- A vista é tão linda quanto você. Ele sussurra em meu ouvido.
Fico toda arrepiada, ele começa a abrir o zíper do meu vestido e a beijar meu corpo, começa a tirar meu vestido e a me pegar no colo, me colocou em uma pequena bancada perto da grande janela de vidro que tinha no farol, e beijava minha boca com muito desejo, ele abre minhas pernas e começa a chupar e a lamber minha b****a, fico molhada e começo a gemer, quando sinto minhas pernas tremerem, ele vem de encontro ao meu ouvido e o dá uma mordidinha, fico logo arrepiada de novo.
- Seja minha essa noite. Ele sussurra e leva a boca até a minha e me beija.
- Seja só minha. ele repete e desce a boca para meus s***s.
- Bruno, eu não estou pronta ainda.
- Por favor, seja minha, você me quer, eu sinto isso, você está tão molhada e sei que quer sentir meu p*u dentro de você, não precisa ter medo, serei paciente. Seja minha. Ele começa a beijar meu pescoço
- Não Bruno, assim não. Falo empurrando seu ombro.
- Quero ir embora, me leva pra casa, por favor. Pego meu vestido e calcinha e visto.
- Calma, eu não quis te chatear.
- Vamos embora por favor. Falo quase chorando.
- Tudo bem, vou te levar pra casa.
Fomos em silêncio por todo o percurso, ao chegar na porta da minha casa ele me encara.
- Desculpe se chateei você, eu só queria ser seu e que vc fosse minha, eu queria me entregar a você e queria ser seu primeiro, gosto de você e não é de agora, por favor me desculpe se eu exagerei, eu gosto de você e não quero perder o que construímos.
- Boa noite Bruno, se cuida e obrigada pelo jantar. Falo já abrindo a porta do carro.
- Por favor, olhe pra mim, não fica assim comigo. Falou em tom de desespero
Apenas olhei pra ele e o beijei no rosto.
- Tchau, até amanhã.
Beijei seu rosto, mas me perguntei se ele sentiu a tristeza e frieza que havia em meus lábios.
Entrei em casa e fui logo para o chuveiro, comecei a me lavar e a chorar.
"É isso que ele pensa de mim, que vai me levar pra jantar e me comer como um leão come uma caça", chorei muito, eu não sabia o que fazer e nem o que pensar, como eu olharia em seus olhos no dia seguinte.
Já deitada na cama, em meus pensamentos só imaginava que ele me via como uma qualquer, estava tudo tão romântico, mas era tudo com um propósito, ele queria me corromper, ele queria apenas entrar dentro de mim, talvez nem olhasse para me depois de conseguir o que queria.
Chorei a noite inteira, minha mão começou a doer e então levarei e fiz um chá pra me acalmar, então cai no sono quase amanhecendo.
Acordo umas 10h e quando olho para o celular, vejo 5 ligações perdidas da Gabi e 14 mensagens perguntando onde eu estava.
Resolvi não ir para o restaurante, decidi que iria procurar outro emprego.
(Celular toca)
Amiga onde você se meteu, cadê você que não chegou aqui ainda.
Não vou mais trabalhar ai, depois te explico melhor.
Desliguei a ligação e o telefone, eu não queria falar com ninguém pelo resto do dia. Tomei meu banho e fui para o ponto de ônibus, fui pegar minha moto que ainda estava na rua. De lá eu iria na lan house fazer currículos.
Chegando lá fiz os currículos e entreguei em algumas pousadas, restaurantes e até nos mercados. Mandei uma mensagem para Gabi me encontra na primeira praia.
- Amiga, o que aconteceu. Ela já chega falando assim que me vê.
- Acho que o Bruno pesou que poderia tirar minha virgindade, ele me levou pra sair e ai quando a gente estava se beijando e tudo mais, ele tentou tirar minha virgindade, será que ele pensa que sou do tipo fácil. Falo entrando em pânico e as lágrimas já saiam de meus olhos.
- Eu falei que eu ainda não estava pronta, pensei que ele iria continuar, mesmo eu insistindo que não, fiquei com medo.
Ela me abraça e tenta me acalmar.
- O que pretende fazer agora?
- Entreguei alguns currículos. Falo soluçando.
- Só quero esfriar um pouco a cabeça, sobrou um currículo ainda, assim que eu entregar irei pra casa.
Assim que termino de falar, o Pedro chega e dá um susto em nós duas.
- Que susto Pedro. Gabe diz, ao dar um tapinha nele.
- Como vai a mão Lai? O Pedro é o único ser que me chama de Lai, principalmente quando quer encher o saco.
- Estou bem Rochedo. Ele odeia quando chamo ele assim.
- Que bom que esta bem. Sentou um sorriso amigável, acho que ele estava de muito bom humor.
- Vamos Gabi, minha mãe pediu pra te levar lá em casa hoje, quer te apresentar ao novo namorido dela. Ele fala revirando os olhos.
Gabi me dá um abraço e o Pedro mexe em meu cabelo e saem.
Decido entregar meu último currículo no restaurante que fui ontem com o Bruno.
Ao chegar no balcão, vejo uma moça loira de olhos verdes e lábios pequeno, o que me chama atenção é seu broche em formato de uma borboleta preso a sua farda.
- Olá meu bem, boa tarde, eu gostaria de falar com o proprietário, ou talvez um gerente.
- Boa tarde, qual o motivo do pedido? Ocorreu algo no restaurante que deseja reclamar, se me lembro bem, a senhora esteve aqui ontem.
- Sim eu estive, mas não desejo reclamar de nada, apenas gostaria de deixar meu currículo.
- Ah claro, espere um momento, irei comunica-lo. Ela fala já se retirando.
- Você aqui senhorita Laila.
Me viro assustada, mas era apenas o Amir.
- O que veio fazer aqui?
- Vim entregar um currículo. Falo levantando o papel.
- A que legal, eu conheço o dono, se quiser eu posso passar o seu currículo pra ele e falar um pouco de você.
- Por que faria isso? Falo cara de espanto.
- Me redimir por sua mão e seu emprego perdido.
- Não perdi o emprego por sua causa.
- Fico até mais aliviado em saber disso. Ele estende a mão e espera que eu entregue o currículo.
Eu exito por um estante, mas o entrego.
- Tenho que ir, qualquer coisa eu falo com você. Assim que termina a frase ele beija minha mão.
- Tchau senhorita.
Espero a recepcionista, afinal ela teve o bom grado de ir até lá chamar um responsável.
- Senhora, sinto em dizer que o dono já saiu, foi com o gerente resolver alguns assuntos do restaurante.
- Tudo bem, mas muito obrigada de qualquer forma. Digo acenado e saindo do estabelecimento.
No caminho até a minha moto, resolvo comprar um sorvete de limão.
Ao chegar em casa ligo a TV e vejo um pouco de noticiário, estou tão cansada que acabo adormecendo.