8 Capítulo Surgir

1004 Words
Fiquei pensando naquele beijo por todo o percurso, tinha tanta ternura naquele beijo, ele era tão fofo e a companhia dele fazia o trabalho parecer tão leve. Saio dos meus pensamentos ao ver o Bruno sentado na porta da minha casa, senti um frio na barriga. - O que você está fazendo aqui. Falo com uma voz de medo. - Calma, eu só queria te ver e te pedir desculpas pelo o que aconteceu, por favor me escuta. Ele fala ajoelhando. - Bruno, levanta por favor, para com isso, você me faz eu me sentir um lixo e agora vem com essa, achou que com um jantar chique ia conseguir minha virgindade, como se isso fosse um troféu. - Não era isso, apenas achei que estávamos no clima, depois de todo nosso lance, depois dos nossos carinhos. - Quer dizer que só por que você me chupou eu já estava pronta pra dar pra você? - Não é isso, por favor. - Bruno, eu estou muito cansada e já está tarde, por favor vai embora. - Tudo bem, me desculpe. Ele fala com a cabeça baixa e já saindo. Entro em casa com as mãos tremendo, pensei que ele iria fazer algo de r**m, meu coração estava acelerado. Eu ainda estou chateada com as atitudes dele, mas gosto muito dele, foram momentos incríveis, mas ele estragou tudo. Vou direto pro banheiro tomar um banho e lavo meus cabelos, coloco uma toalha na cabeça para ajudar a secar, coloco ração no pote do Apolo e um pouco de água, apensar de ele ser de rua, ele é muito carinhoso, fiz um pouco de carinho nele e passei o remédio, sua perna estava bem melhor, ele já estava andando sem mancar muito. Janto um pouco e vou deitar, me assusto com algo na minha cama, acendo as luzes e era apenas o Apolo no pé da cama, me encarando como quem pergunta se tinha algo de errado, fiz carinho nele e apaguei a luz. - Bom dia Apolo. Falo assim que vejo ele me encarando face a face, então ele mia em reposta. Levanto e tomo café, coloco a ração dele e a água, me arrumo e vou para o serviço. Assim que chego, apenas está eu, Samira e Carla, logo depois os outros começaram a chegar, primeiro Nahla e Omar e em seguida os Gêmeos e logo depois o Amir, os garçons chegam por último, logo quando o almoço começa a ser servido. - Bom dia Laila, Bom dia Samira. Nahla e Omar falam ao chegar. - Bom dia pessoal, Bom dia Nahla. Os gêmeos falam ao chegar, eles amam abusar a Nahla - Bom dia amigos. Diz o Amir ao chegar. Começamos os serviços, estava tudo muito tranquilo, até chegar a hora do almoço, mas na parte do jantar o movimento foi muito maior, quase que não sinto meus pés. mas eu me sentia tão bem ali, ajudava vamos uns aos outros. No final do expediente eu ajudei o Omar a lavar os pratos, em quanto Nahla e Samira variam e passavam pano na cozinha, Amir limpava o balcão, as prateleiras e as pias, os gêmeos um lavava o banheiro e o outro enxugava os pratos e guardava. - Laila, você como menina poderia me dar um concelho? O Omar falava todo sem jeito. - Claro Omar. - Você acha que sou bonito? você acha que alguma menina aceitaria sair comigo? - Omar, mas é claro que sim, você é um doce. Sinto que ele fica envergonhado com o elogio. - Eu gostaria de chamar a Samira para sair, mas não sei se ela aceitaria, tenho medo de ela pensar alguma coisa errada, tenho medo de ela dizer não. - Omar, se você nunca tentar, você nunca vai saber a resposta. - Você tem razão, preciso criar coragem, muito obrigada Laila. Continuamos a lavar os pratos, quando chegamos ao fim das tarefas, eu e as meninas fomos nos trocar. - Laila, vamos tomar um sorvete comigo e com a Nahla? - Vamos sim, está muito calor essa noite. Quando estamos prestes a sair, o Omar chama a Samira. Ela vai até ele e conversam alguma coisa que não temos como escutar por conta da distancia. - Sabe, a Samira é uma moça muito boa e infelizmente sofreu muito, eu faria muito gosto da união dela com o Omar. - Eles são muito fofos e ele gosta muito dela. Solto um sorriso e Nahla o retribui a mim. Samira vem até nós de novo e está toda sorridente. - Dona Nahla, o Omar me chamou pra sair, a senhora vê algum problema? - Não querida, faço muito gosto, se divirtam. Ela foi em direção a ele e foram em para o lado oposto de eu e Nahla. - Somos só nos duas. Nós nos olhamos e rimos. Tomamos sorvete que ajudou muito com o calor. - Quer uma carona pra casa Nahla? Eu estou de moto. - Aceito sim, muito obrigada. - Onde você mora? - Rua das Estrelas. Ela senta de lado na moto e vamos. Chegando lá vejo que a fachada de sua casa é muito bonita, tem vários arranjos de flores. - Muito obrigada Laila, até amanhã. - Até. Aceno para ela e saio. Naquela noite Nahla contou sua história para mim, confesso que segurei as lágrimas em meus olhos. Seu marido morreu na mão dos talib em 2005, foi quando ela veio para o Brasil com o Omar e mais uma filha que tinha 13 anos na época, mas Infelizmente abusaram da menina durante a noite e a jogaram no mar, Nahla estava dormindo e não viu nada, apenas acordou e não viu mais sua filha, depois do que aconteceu na embarcação, ela não dormiu em quanto não chegasse a terra firme, isso durou 3 dias. Ao chegar em casa, entrei direto pro chuveiro e chorei por Nahla e sei sofrimento. Não consegui jantar de tão triste que eu estava, apenas coloquei a comida do Apolo, me vesti e fui dormir.
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