CAPÍTULO 2

2065 Words
- Ana trouxe o projeto da bahia de Seattle para você. Mia fala e eu sorrio. - Estamos cheia de trabalho e você vai mesmo me deixar sozinha para ter à milésima lua de mel com Ethan? Pedi olhando para minha prima. Somos sociais desde que saímos da faculdade de arquitetura. E louca como é, acabou casando com um chef de cozinha logo depois. - Não briga comigo vai? Quando você se casar, verá como é bom ficar juntinho com o homem dos seus sonhos. Logo lembro do homem de olhos cinza que vi na aula de culinária. Fomos um fiasco cozinhando e à nossa comida foi considerada à pior naquele dia. Sorrio com isso. - Tudo bem então né. Eu não tenho mais argumentos depois dessa. Só me deixe à par dos seus clientes. - Darei um fim em tudo, só preciso que você passe na obra para conferir se está tudo caminhando bem. Assinto. Ouço uma batida na porta e peço que entre. - Ana chegou esse buquê de flores para você. Hanna fala me mostrando um enorme buquê de rosas vermelhas. - Nossa, acho que você já tem um pretendente e não me disse. Está me escondendo algo priminha? Mia pede e eu balanço à cabeça sorrindo.. Hanna me entrega o enorme buquê. - Eu não tenho ninguém Mia. E nem estou à procura. - É mesmo? E quem mandou esse buquê lindo? Ela pede e eu dou de ombros. Pego o cartão e leio. " Você me intrigou na aula de culinária. Foi embora sem nem ao menos me dizer se podíamos repetir um outro encontro, porém dessa vez, com outra pessoa cozinhando. Fiquei fascinado pelo seu olhar, fiquei fascinado pelo seu sorriso. Adoraria muito um outro encontro. Adoraria te conhecer mais" Christian Grey xxxxxxxxxx - Quem é esse? Mia pede. Ela não teve oportunidade de conhecer Christian na aula, porque Ethan como chef renomado foi convidado para ser prestigiado no restaurante do lado, então acabei deixado Mia com Ethan e fui embora. - Um cara que conheci na aula de culinária. Digo mordendo meus lábios. - Nossa, e vocês já trocaram telefones e endereços de trabalho em menos de dois dias? À coisa está séria. - Eu não troquei nada Mia, e nem sei como ele sabia onde é nosso escritório. - Uau, o cara então se interessou por você, porque ele procurou saber onde você trabalha. Ele até deixou o número de contato. - Não estou procurando namorado Mia. Vou mandar uma mensagem agradecendo às flores. - Você é quem sabe, mas acho que você deve se dar uma oportunidade, afinal de contas, você não está perdendo nada. Já faz muito tempo que você não namora ninguém. - Vou pensar no assunto. Digo e ela se levanta. - Pense mesmo, porque não há nada melhor do que amar e ser amada. Ela fala suspirando e eu sei que ela é uma romântica incurável. Volto meu olhar para o buquê de rosas e fico sorrindo. Depois mando uma mensagem agradecendo. Volto minha atenção para meu trabalho. Na hora do almoço tinha um almoço com minha mãe. Ela insistia nesse almoço antes dela viajar. Não conseguia entender o que ela tanto queria comigo. Mas chegou a hora de enfrentar à fera. Pego minha bolsa e saio. falo para Hanna que eu iria almoçar e voltava. Qualquer coisa estava no celular. Peguei meu carro e fui sentido ao centro de Seattle, no restaurante que minha mãe havia marcado. Agradeci pelo trânsito está livre. Cheguei em menos de quinze minutos e dei meu carro para o manobrista estacionar meu carro. Entrei no restaurante e já avistei minha mãe sentada. Fui em direção à ela. - Oi mamãe. Digo me sentando. - Tudo bem meu amor? - Só muito trabalho mãe. - Queria que você viajasse comigo. Sorrio. - Não vai dar mãe, Mia está indo para sua milésima lua de mel com Ethan, então eu preciso trabalhar. - Mia não tem juízo mesmo hein. Ela sempre está deixando tudo na sua mão. Dou de ombros. Eu disse para você não fazer sociedade com ela. - Ela não precisa trabalhar mãe. Acredito que faça isso só por distração. - Você também não precisa, nem por isso fica tirando férias sempre. - Eu amo minha profissão e não tenho do que reclamar, mas porque à Sra queria falar comigo? Indaguei. - Nada. Te chamei atoa. Eu vou viajar e vou sentir sua falta. Ele fala e eu sorrio. - Também sentirei sua falta, mas quero que se divirtar na Itália. - Farei, mas quero falar com você todos os dias. E juízo hein, nada de arrumar um namorado e já colocá-lo dentro do seu apto. Sorrio. - Não precisa se preocupar Carla, tudo vai ficar como está. Digo e ela sorrir mais. - Srta. O garçom aparece com uma rosa na mão e eu franzo o cenho. - Para quem essa rosa? Minha mãe questiona entusiasmada. - O cavaleiro ali mandou para à Srta. Ele aponta para uma mesa e vejo que se trata de Christian Grey. É muita coincidência. Ele está com um grupo de homens engravatados. Pisca para mim e volta à atenção para seu grupo. O garçom me dar à rosa mais um cartão. Pego e leio. " Ainda estou esperando sua confirmação para nosso encontro" .Sorrio e minha mãe fica me olhando Será que foi isso? Será que me encantei rápido demais por ele? Será que não era para ter dado uma chance de nos conhecermos? Eu não vejo nada que possa me dar uma pista da onde eu errei com ele. Onde errei em nossas vidas para que hoje não tivéssemos bem. - Ana, seu marido está na recepção querendo falar com você. Hanna fala e eu suspiro. Eu não quero falar com ele. Será que ele não entende isso? Fico batendo meus dedos na mesa e volto meu olhar para Hanna. - Deixe-o entrar. Digo cansada. Fico esperando ele entrar e não demora muito ele entra. - Eu pedi para você esperar em casa para conversarmos. Tem meses que você não fala comigo. Não dar mais para ficarmos assim Haya. - Simples, me dar o divórcio. Não teremos que aturar um ao outro. Ele passa às mãos na cabeça e me olha. - Eu não quero o divórcio sem tentar consertar as coisas com você. - Eu não quero que você conserte nada comigo. Não há conserto para nós dois. - Pois eu não vou te dar o divórcio. Vamos tentar. - Já disse que não farei nenhuma tentativa. - Eu não suporto mais viver com seu desprezo. Não aguento mais não poder te tocar, não sentir você como antes. Ele vem para meu lado e eu me levanto passando para o outro lado da sala. Abro à porta. - Me deixe em paz. Não quero te ver, não quero falar com você. Vamos conversar quando você estiver disposto à me dar o divórcio. - Isso nunca vai acontecer. Eu não pretendo te deixar livre para outro. Você é minha Haya. Então coloque isso na sua cabeça. - Já não basta à humilhação que me fez passar, ainda quer me fazer passar mais. Quer pisar mais ainda em mim. Pra que? Peço chorando. O que eu te fiz hein? Me fala qual foi meu erro com você? Me fala onde eu errei com você para você fazer o que está fazendo comigo? Você já arrumou outra mulher, então me deixe em paz. Vai ser feliz com ela. - Eu te amo Haya. Você não sabe o quanto me dói te ver dessa forma. Eu errei com você, mas não da forma que você pensa. Porém à culpa é minha. Eu vou consertar às nossas vidas e te ter de volta do meu lado. - Vai embora. Me deixe. Não olho para ele. Ele passa por mim e me olha. Tenta limpar minhas lágrimas em meu rosto, porém me afasto dele. - Estou te esperando em casa às sete para à gente jantar. Ele fala e sai. Fecho à porta e me sento no sofá. Não é possível que ele não entendia. Não era possível que eu estava passando por isso. Minha mãe disse que meu casamento estava fadado ao fracasso e ela tinha razão. Eu não vi o que ela viu no começo. Como ela disse. Ele era amável demais. Carinhoso e compreensivo ao extremo. e seus ciúmes era além de exagerado. Ele tinha às falhas dele, mas nunca achei que ele poderia fazer o que fez comigo. Nunca achei que buscasse em outro braços o que eu dava à ele. Nunca achei que o meu amor não fosse o bastante para ele se agarrar em mim e ter somente eu na sua vida. Limpo minhas lágrimas e suspiro forte. Ele vai me fazer viver para o resto da vida assim e eu não sei se vou conseguir viver assim por muito tempo. Voltei ao meu trabalho e me concentrei. Na semana que vem eu iria ficar à semana toda em New York, então passaria um tempo sem essa pressão toda. Talvez eu poderia me divertir um pouco com Mia. Minha prima mudou para lá me deixando sozinha aqui e eu já estava com saudades dela. Escuto uma outra batida na porta e peço que entre. - Ana, chegou o novo arquiteto que você queria contratar. - Que ótimo. Mande entrar. Falo pegando meu espelho dentro da minha bolsa e olho se meu rosto não está tão r**m devido ao choro. Dou uma retocada na maquiagem e fico aguardando. Um homem alto entra e eu me levanto. Bom dia! Meu nome é Anastásia Grey. - Prazer Sra Grey, sou Mark Cold. - Sente-se e vamos conversar. Peço e ele se senta. Quanto tempo o Sr é formado em arquitetura? - Dez anos. - Uau. Eu só sou formada à 3 anos. - Mas já tem uma bagagem enorme pelo que li. Seu escritório é um dos mais renomados. Todos lá fora falam bem do seu trabalho. - Obrigada. Procuro fazer tudo com perfeição. - Eu já vi uma edifício desenhado pela Sra. - Me chame de Ana ou você. Eu só tenho vinte quatros anos e não quero parecer uma velha ainda. Digo e ele sorrir. - Tudo bem, você também me chame de Mark. Assinto. - Então Mark, trouxe algum trabalho seu que eu passa ver? - Claro. Não são tão bons quanto os seus, mas acredito que eu sou capacitado no ramo. - Deixa de ser modesto. Acredito que temos visões diferentes. Ele me passa seu portfólio e eu começo à olhar. São muito bons. - Que legal que você gostou. - Podemos fazer uma experiência? Pedi e ele sorriu. - Claro que sim. É o que mais quero. - Que ótimo, você começa amanhã. Vem vou te mostrar sua sala. À secretária é contratada por você. O salário já estava na vaga, você está de acordo? - Claro que sim. Assinto e mostro à sala para ele. Mark gostou e mostrei o resto da empresa para ele. Ele foi embora para amanhã assumir seu posto. Eu não tinha sócio mais. Desde que Mia resolveu mudar para New York desfizemos da sociedade, e ela resolveu se dedicar ao restaurante que Ethan abriu. Fora que minha amiga e prima tem dois pequenos que são muito lindos. O segundo nasceu no dia do meu casamento em Marrocos. Ela não pode ir e eu também só fui conhecer o pequeno Sean quando voltei da minha lua de mel. E agora eu precisava de uma pessoa para me ajudar. Não queria sócios mais, porém precisava de alguém para me ajudar já que tem entrado muito trabalho. Espero que tudo dê certo com Mark. Cheguei em casa mais uma vez tarde. já se passava das dez quando pisei na sala. Já estava indo para meu quarto quando escutei Christian me chamando. - Haya. Não olho para ver onde ele está. Subo escutando ele me chamar. Vou direto para meu quarto e me tranco. Suspiro triste. Não há mais o que se fazer para nós dois. Porque ele insiste? Porque ele não me devolve à minha felicidade? Pelo menos o pouco de dignidade que há dentro de mim. Eu era tão feliz, tão alegre, mas isso sumiu de mim. Eu não consigo sorrir sem pensar que eu sou totalmente infeliz.
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