Fico na boca até quando minha barriga já não aguenta mais de fome. Só meu pai e os menor que falo comigo hoje, porque o resto, tão tudo de cara virada pra mim. Vou acelerando a moto devagar, até que chego em frente a casa. Está tudo em total silêncio, como sempre. Coloco a chave na maçaneta, girando e abrindo a porta. Tá tudo escuro, acendo a luz que ilumina a sala. Tudo no mesmo lugar, nada de diferente. A comida está feita, no forno e no fogão também. Esquento tudo e coloco num prato pra eu comer. Está tudo muito gostoso. Me surpreendo quando Gabriela aparece, passa por mim e vai até a geladeira. Quando ela estande a mão pra abrir a porta, noto as manchas roxas que eu deixei. O rosto dela ainda tem lugar em tom azulado. Engulo em seco. Eu não queria mesmo bater nela, mas foi na hora

