Luana
Beth estava sentada no sofá velho que achamos jogado em uma esquina a poucos quarteirões daqui, ele está velho, mas bem conservado e Também deixou minha irmã e cunhado bem irritados.
- O que está passando? - pergunto, jogando a mochila em cima do balcão.
- Lista n***a, você demorou.
- Teve uma reunião depois do expediente. - abro a geladeira e pego uma maçã.
- Esse velho está passando dos limites. Isso é abuso de poder. - fala indignada.
- A reunião foi para apresentar o novo dono do La Italy - Explico, a garota deu um pulo do sofá.
- Como assim? - ela volta a sentar.
- É isso, o restaurante foi vendido.
- Quem é o novo dono?
- Logan Wayne. - pronunciar o nome dele é uma delícia.
- Hum.
- Já ouviu falar?
- Coincidentemente sim, também é o novo dono do Tropicália.
- Hum, ele quer dominar a cidade. - Brinco. - Tenho que te contar uma coisa. - Beth ficou tensa.
- O que você aprontou?
--Me excedi na reunião e acabei falando o que não devia, falei m*l de Carlos e agora o Sr. Wayne quer falar comigo .
- Vai ser demitida ... De novo? Lu não acredito, você prometeu que ia tentar. - Vi a decepção surgir em seu rosto.
- Não conseguir me controlar, o homem estava fazendo mil elogios ao verme do Carlos e automaticamente saiu. - Tento me justificar.
- Você ... - Ela se levanta furiosa. - Quer saber ? Vou dormir, pego cedo no trabalho amanhã, alguém tem que manter essa casa... - irritada, vai para o seu minúsculo quarto.
Cheguei quinze minutos mais cedo que o habitual, Beth não trocou uma palavra comigo desde a hora que acordou. Não tenho medo de ser demitida e nem ligo pra isso, o que foi feito, foi feito . Agora é só enfrentar as consequências.
- Senhorita Luana? - o homem bonito estava no refeitório.
- Bom dia?
- Bom dia, o Wayne está na sala dele, pode ser dirigir diretamente pra lá por favor. - Obedeci, bati na porta.
- Pode entrar. - '' que voz'' penso.
- Com licença. - peço ao abrir a porta.
- Estava te esperando Luana, sente-se por favor. - ele aponta para a cadeira, fui direto para a cadeira ao entrar na sala.
- Bom dia? - ele deseja sério.
- Bom dia. - Retribuo sem demonstrar qualquer tipo de emoção.
Ele fica olhando pra mim de um jeito questionador, como se tentasse lê minha mente ou algo do tipo.
- Vai ficar me olhando ou vai dizer o que quer? - pergunto meio sem paciência.
Ele sorriu, por que ele está sorrindo?
- Você é hilária. - fala de repente.
- O quê? - O questiono sem entender o comentário e******o que ele acabou de fazer.
- Quando elogiava Carlos vi a reação de indignação de todos os funcionários, mas só você teve a coragem de falar. - Oh, meu santo das gordinhas safadas, que sorriso com covinha é esse, fico toda encharcada.
- Porque não tenho medo daquele porco velho. - falo depois de me recompor, graças aos céus eu não sou homem pois se fosse já estaria com um volume enorme na frente da calça.
- Porco velho? - pergunta sem entender meu xingamento explícito.
- É assim que as garotas e eu chamamos ele. - explico.
- Porquê? - pergunta como se não fosse óbvio o motivo.
- Ele usa o "poder" - faço aspas na palavra poder - Que tem pra fazer as garotas transarem com ele. - minha resposta sai com um toque de sarcasmo.
- Ele já fez isso com você? - pergunta como se fosse impossível um homem querer alguma coisa comigo.
- Tentou - respondo me controlando para não falar besteira.
- No entanto, dei um chega pra lá nele e desde então o porco tornou meu trabalho difícil. - concluo.
- Só isso ou têm mais ? - mas que saco, se eu soubesse que isso ia ser um interrogatório nem teria me dado ao trabalho de aparecer aqui.
- Ele usa qualquer desculpa pra descontar do nosso salário, humilha os funcionários o tempo todo. Não paga hora extra e sempre dá um jeito de tirar nossa folga, se ficamos doente ele desconta, mesmo com atestado. - praticamente cuspo a resposta.
- Por que ele não te demitiu? - pergunta com certa curiosidade.
- Tenho meus meios - respondo com um sorriso sarcástico e pude notar que isso atiçou a curiosidade dele.
- Já ouvir o bastante, pode ir. - ordena olhando para as pastas de documentos que estão na sua mesa, meus dedos coçam para colocar tudo em ordem, a mesa está uma zona.
- Não vai me demitir? - pergunto e me arrependo logo de cara por não ter ficado calada.
- Por enquanto, não. - responde sem olhar pra mim.
- Com licença. - peço e saio bem rápido da sala.
Ao tomar meu posto percebo que a lava louças estar funcionando, é o paraíso.
***
Logan
Nicolas entrou no escritório logo depois que a copeira saiu.
- Como foi com a gordelicia? - pergunta gaiato.
- O que descobriu sobre Carlos? - pergunto ignorando a piada do i****a.
- Ele é um tarado masoquista, acostumado a roubar o antigo dono do restaurante, por isso o Italy não tinha o retorno que esperava . - meu melhor amigo e homem de confiança responde.
- O que a gorda falou é verdade, ele é um porco velho. - deduzo ao lembrar da reunião agora a pouco com a copeira esquentada.
- O que vai fazer, demiti-lo? - meu amigo pergunta.
- Temos outra opção? - Nick sabe que não tenho alternativa, não posso manter um funcionário de péssima índole no meu restaurante.
- Não tem opção melhor. - meu amigo concorda e se joga na cadeira a minha frente.
- A sua funcionária é uma gorda gostosa.
- Ela não faz o meu tipo. - respondo voltando a atenção para a planilha dos funcionários, vou precisar fazer cortes devido as dívidas que adquirir quando comprei o lugar e preciso com urgência de uma secretária.
- Nem o meu, porém aqueles lábios. Hum... Faz a gente pensar em coisas. - fala com cara de safado.
- Você é um tarado, não deixa passar uma. - comento separando os papéis.
- Eu sei, acho que vou b*******a, imaginando aquela boca me chupando gostoso. - ele fala de maneira cafajeste.
- Sai daqui, vou atrás do Carlos, eu mesmo quero dar a notícia a ele. - falo deixando meu amigo sozinho com suas sandices.
***
Luana
Ainda estou namorando a lava louças quando escuto a voz do porco velho.
- O que faz aqui? - pergunta cheio de arrogância, como se fosse o dono do lugar.
- Trabalhando, é óbvio - respondo no mesmo tom de arrogância.
- É muita audácia sua aparecer aqui depois da palhaçada de ontem. - fala como se fosse o dono do lugar.
- Ontem, falei apenas a verdade. - respondo fazendo pouco caso dele.
Ele se aproxima de mim.
- Que verdade, acha mesmo que o Sr. Wayne acreditaria em uma gorda estúpida como você? Vá pegar suas coisas e tira esse traseiro enorme do meu restaurante. - o porco velho ordena e eu só faço rir da cara dele.
- Desde quando esse restaurante é seu? - O Sr. Wayne estava atrás de Carlos, meu santo das gordas safadas, esse homem de novo não.
- Senhor, eu só estava colocando essa insubordinada no lugar. - Carlos responde abaixando a crista.
- E quem você pensa que é pra fazer isso? O chefe aqui sou eu. - Wayne fala cheio de prepotência, seguro uma risada pois o meu ainda está na reta.
- Eu sei senhor eu...
- Não mandei você me interromper, e nem demitir ninguém, pegue suas coisas e vá para minha sala, estar demitido. - chocada, o novo chefe molhador de calcinhas acabou de demitir o ser mais asqueroso do mundo, me amarrota que estou passada.
Carlos ficou paralisado com a maior cara de tacho do mundo.
Me controlo para não rir, o velho se deu m*l. Ele saiu logo atrás do Sr. Wayne.
Todos começamos a rir e a comemorar assim que ambos saíram de cena. Carl, Samira e Maria me deram um abraço em conjunto.
- Você conseguiu se livrar do porco velho.
- Eu não, o senhor Wayne se livrou dele. - deixo bem claro que eu não tenho nada haver com isso e voltamos ao trabalho.
Depois do expediente a turma foi para um barzinho comemorar a demissão de Carlos.
Adoro sair no meio da semana para tomar um porre com a galera é um dos poucos momentos que me sinto livre pra fazer o que quiser, Carl me entrega um cigarro de maconha logo que entramos no bar, nossa.
O fato de ser gorda não me impede em nada de ser safada, ainda mas, ser tem um cara n***o e muito gato que não tira os olhos de mim.
Deixo a galera de lado e vou até o garanhão.
- Oi - dou uma tragada no cigarro. - Me chamo Mary - minto meu nome.
- Sou Jean. - a voz rouca dele me deixa excitada, já deu pra notar que adoro homens com voz máscula.
- Vamos dançar? - ele pergunta ao pé do meu ouvido.
- Não, quero fazer uma coisa melhor. - falo cheia de safadeza - Vamos. - o puxo pelo braço o levando até ao banheiro.
- O que está planejando? - pergunta surpreso, quando o jogo para dentro da cabine para deficientes. Não respondo, apenas arrebato aquela boca enorme com um beijo, jogando-o contra aquela parede imunda.
- Nossa. - ele sussurra com certeza surpresa.
- Cala a boca - mando, odeio que as presas falem comigo. - Apenas curta o momento. - peço abaixando-me na direção de sua cintura, tirando o cinto de sua calça, abrindo a braguilha logo em seguida.
Meus olhos brilham de alegria ao vê o tamanho do c****e dele, o abocanho ferozmente...
Cheguei por volta das três da madrugada. Caindo de bêbada, fedendo à álcool, maconha, p***a e derrubando as coisas.