Tormenta

4531 Words
KIM --- ◇ --- Nesta história, não há uma princesa, nenhuma que tenha sido resgatada. Saí da maldita torre sozinha, mato um dragão por dia, acordo sem beijo e faço o lobo mau se curvar. --- ◇ --- O mundo sempre pertenceu aos homens, e nós, mulheres, fomos ensinadas a carregar correntes invisíveis. Aprendi isso cedo, quando minha mãe se casou com Marco — um homem que parecia trazer luz, mas que logo revelou ser apenas sombra. Eu a vi se desfazer pouco a pouco, como uma flor esmagada sob o peso de mãos cruéis. O sorriso dela evaporou, e no lugar nasceu o silêncio. Eu também acreditei nas promessas dele, pensei que teria um pai. Mas o que ganhei foi um carcereiro. Sinto raiva. Impotência. Eu também sou mulher, vítima de uma herança que nos foi imposta por gerações. Lembro-me bem do dia em que minha mãe recebeu Marco em nossa casa: sorridente, apaixonada, acreditando que seria feliz. Quando me dei conta de toda a situação, já havia se passado dez anos desde que eles se casaram; minha querida mãe já estava apaixonada, dependente e submissa. Um ano atrás, tive a coragem de enfrentá-lo, quando ouvi do meu quarto minha mãe brigando com ele no corredor dos quartos. Saí e vi os dois um de frente para o outro; Marco segurava o braço dela com raiva. Caminhei no corredor a meia luz vendo-os bem vestidos. Marco usava um terno preto, enquanto minha mãe usava um vestido elegante vermelho sem alças que se ajustava ao seu corpo magro. Quanto mais chegava perto, eu o ouvia resmungar sobre ela ter-se insinuado para algum homem, e minha mãe respondia que era coisa da sua cabeça, que ela o amava. Neste momento, ele se altera e a chama de mentirosa. Meu sangue ferve ao ver aquele desgraçado tratar a pessoa que mais amo como um animal. Acelerei meus passos quando Marco levantou a outra mão para minha mãe. Corri. Com o coração na boca e, antes que ele pudesse bater nela, entrei entre eles, empurrando-a para trás. Recebi o tapa no lugar da minha mãe. Marco não mostrou arrependimento; senti meu rosto queimar e sabia que o hematoma apareceria no dia seguinte. Minha mãe me abraçou forte, senti as lágrimas caírem e o meu ódio por aquele homem aumentar. Minha mente flutuou para lugares obscuros com imagens de todas as coisas que queria fazer com Marco por causa deste tapa. Com os pensamentos borbulhantes, ouvi longe minha mãe gritar com ele sobre nunca mais encostar as mãos em mim. No entanto, aquele grito e enfrentamento também a fizeram pagar caro por tentar se impor. Depois disso, calei-me. Reprimi a raiva para proteger nós duas. O que uma menina de dezessete anos poderia fazer? Ninguém acreditaria em mim; poderia sair gritando na rua por socorro, pois eu sei a influência que Marco tem aqui em Varsóvia... — Filha, não gostou da comida? — ouço minha mãe dizer enquanto passava o garfo sobre uma ervilha e afastava os pensamentos anteriores. Naquela noite, o salão de jantar brilhava como um teatro de ilusões. Lustres dourados derramavam luz sobre cristais que cintilavam como estrelas aprisionadas. O luxo era apenas maquiagem para o inferno. Ergui os olhos e vi Marco bebendo sua cerveja como quem saboreia poder, e minha mãe respirava como quem luta contra a própria sombra. — Não estou com muita fome. — Sorri fraco para ela, tentando afastar a lembrança dolorosa. — Você fez tudo o que pedi, querida? — Marco diz, chamando a atenção para ele. — Sim, tudo estará pronto para receber seus amigos. — Nossos amigos, meu amor. — Por que não contrata mais empregados? Tem tanto dinheiro para quê? — murmurei, mas ele ouviu. — Kim... — minha mãe me repreendeu. — Sabe que Marco está tentando mudar. Ele me pediu que eu cuidasse de tudo e fiz de coração por ser seu aniversário. Maldito aniversário de dezoito anos, preferia a morte. — Deixe, querida. Você tem sorte de não ser minha filha, garota ingrata. Em breve vai aprender a ser uma boa menina. O sorriso dele não era humano, era a lâmina de uma faca escondida atrás de lábios. Apertei o garfo até sentir o metal ferir minha pele. Se não fosse a mão da minha mãe sobre a minha, eu teria atravessado aquele olhar frio com o ódio que me consumia. Ele não era bobo, sabia que queria atacá-lo. Levantei-me da mesa, arrastando a cadeira. Ele me olhou com a mesma frieza de sempre. — Você pode até tentar, menina. Mas antes, eu pego você primeiro. — O que quer dizer? — perguntei, gelada. — Suba para o seu quarto, Kim. — Ele pousou a cerveja e segurou o pulso da minha mãe. — Se não me desobedecer, já sabe quem vai pagar. O peito da minha mãe subia e descia rápido, como se o ar fosse pouco. Eu não podia deixá-la sofrer de novo. E mais um gatilho vem à tona, alguns meses atrás, quando Marco devolveu cada soco que dei nele no corpo dela, após ele ameaçar um garoto do colégio que eu estava conhecendo, que teve a gentileza de me trazer uma flor e me proibiu de terminar o ensino médio presencial, desde então contratando professores particulares. Eu nunca me perdoei. Após aquele tapa do ano anterior, Marco não me batera, apenas me castigava, deixando-me trancada no quarto durante uma semana, comendo apenas pão e bebendo água. Como agradecimento, eu destruía toda a minha prisão luxuosa. Mais tarde naquele dia, bati na porta do escritório dele. Decidi me tornar refém também, aceitar suas regras para proteger minha mãe. Nunca vou esquecer o sorriso satisfeito que ele me deu, contudo não podia deixar ele descontar a raiva dele na minha mãe. Com os olhos cheios de lágrimas, beijei a cabeça da minha mãe e subi as escadas. Encontrei Gigi, minha única amiga desta casa e que Marco acha que me vigia; ela tem que passar um relatório para ele de todos os meus passos. Quando há alguma divergência, invento uma mentira para que ele não a puna, e sou eu quem acaba sofrendo as consequências para protegê-la também. — Trocaria todo esse luxo por um pouco de felicidade — murmurei, olhando os lustres de cristais e as vidraças gigantes do alto da escada. — O Senhor Vos nunca vai deixar vocês saírem daqui — respondeu baixinho. — Um dia vou libertar todos nós. Vou matá-lo. — Senhorita! — Gigi me puxou rápido pelo corredor, colocando-me dentro do quarto. — Não fale isso! Há ouvidos por toda parte. Joguei-me na cama, suspirei fundo, olhando para o teto branco; em seguida, girei a cabeça para o lado. O quarto era impecável, um misto de branco com rosa claro, dando contraste com o chão de madeira, cada detalhe arrumado como se fosse uma vitrine: cortinas pesadas sobre uma enorme janela que dava para o jardim, móveis de luxo, espelhos reluzentes. Mas, para mim, era apenas uma cela de luxo. — Já reparou que, sempre que quebro tudo aqui, ele manda arrumar tudo de novo? Só para esfregar poder na minha cara. — Sim, ele não mede esforços para deixar tudo arrumado. — Eu ainda vou descobrir de onde vem tanto dinheiro. E vou destruir o reinado dele. Gigi ficou inquieta. — Prometa que não vai investigar os negócios do senhor Vos. — Não posso prometer, sabe que quero destruí-lo. — sorri, tentando aliviar sua aflição. — É uma zona perigosa, Kim. — Eu não me importo, serei mais esperta que aquele covarde. Vou me mostrar sua melhor herdeira, e, quando ele menos esperar, eu o jogo no fogo. — Com esse temperamento? — Gigi riu. — Ah, Gigi — sentei na cama. — Como se diz: vingança é um prato que se come frio. Ela me olhou desconfiada. — Você não tem jeito, Kim. Já fala como mulher, mesmo com dezessete anos. Levantei da cama, andei até minha penteadeira camarim, a poucos passos da minha cama, olhei meu reflexo no espelho: pele clara, olhos negros grandes com pálpebra dupla, cabelo preto longo e liso. Minha mãe sempre dizia que eu era a cópia do meu pai, aquele que desapareceu sem explicação. Passei a minha mão sobre a cobertura branca do móvel, busquei por Gigi atrás de mim pelo espelho. Logo, ela se aproxima e começa a desfazer a trança embutida que havia feito em mim hoje de manhã, antes do café da manhã. Seus dedos finos e brancos eram como uma pena; tendo trinta anos e poucas horas de sono, sua aparência era harmoniosa e simétrica, dada a fisionomia polonesa. A cor verde de seus olhos me trazia calma. O oposto de mim, Gigi emanava luz. — Veja como é linda, você pode conquistar o mundo. Kim, você não precisa viver em busca de vingança. — O que adianta ter beleza? Para sair desta vida, Gigi, eu terei que ser a vilã da minha própria história. Não sou uma princesa esperando beijo do príncipe. Sou um carro sem freios. Se tentarem me controlar, vão morrer. Quero lobos como Marco se curvarem diante de mim. Gigi, depois de soltar a minha trança, afasta-se um pouco e me viro. Vejo-a de olhos baixos. Vou até ela e levanto seu queixo. Com um sorriso fraco, passo a mão sobre seu cabelo louro perfeitamente alinhado, preso em um coque baixo, combinando com o adorno de cabeça preto e branco. Desço minha mão para suas bochechas, acaricio com a ponta de meus dedos, ela fecha os olhos e vejo uma lágrima cair. — Não se preocupe. Até que isso aconteça, eu irei me tornar uma mulher, vou conquistar a confiança de Marco. E vamos começar por algo que ele me disse na mesa. — O que Marco disse? — Gigi abriu os olhos, suspirou e eu me afastei. — Que em breve eu vou aprender a ser uma boa menina. — Estranho... — Nem tanto, vindo de um canalha covarde. Mas sei que ele está aprontando algo para mim. — Você vai fazer dezoito anos em vinte dias. Será que... — Gigi interrompe sua fala e coloca a mão na boca com os olhos arregalados. Inclino um pouco a cabeça, lendo seus olhos, ficando preocupada com meu próprio pensamento. Meu semblante gritava um grande "será?". — Ele não teria coragem, não é, senhorita? Sentei-me na cama como se meu corpo perdesse as forças, com o olhar longe. — Agora faz todo sentido. O que domaria uma mulher? Um homem. É isso, Gigi, ele quer arrumar um casamento para mim com um desses amigos nojentos dele. Por isso, ameaçou Travor. — Levantei andando de um lado para o outro com as mãos na cabeça. — Agora faz todo sentido e vai ser no dia do meu aniversário. Desgraçado. Foi a vez de Gigi perder as forças e sentar na cadeira da penteadeira. — Seu dote é valioso e alto, por causa da sua virgindade e do poder dele. — Gigi fala baixo. — Isso não vai acontecer, não serei seu negocio. Nem que nesta festa eu tenha que t*****r com o primeiro que encontrar, e mostrar que sou mais valiosa para Marco aqui do que fora. Nem que eu tenha que... Era uma ideia maluca e nojenta, mais quero ele ser curvando para mim, quero seu sangue escorrendo nas minhas mãos, quero vê-lo implorando pela vida. E um homem como Marco só irá se curvar para uma mulher se estiver apaixonado. — Senhorita, você está me assustando. No que está pensando? — Vou fazer o desgraçado ficar de quatro por mim. Marco tem que ficar louco por mim. — Kim! — Sim Gigi... Você disse que sou linda e que posso conquistar o mundo, por que não a pedra dentro do peito do cretino. — Sua mãe. — Ela vai me agradeçer. — Não é uma boa ideia. — É uma ótima ideia. E você vai me ajudar. — Não, não, não... Isso é suicídio. — Então que eu morra tentando. Gigi, não há como fugir deste inferno a não ser me entregar pro d***o. Eu estava ficando sem ar, mais o que eu poderia fazer? Mais eu preferia morrer ao entrar em um casamento arranjado com um homem igual ou pior que Marco. Olhei para Gigi esperando uma resposta. — Então morremos juntas. Sorri. — O plano é o seguinte... — Comecei. A ideia era me tornar amante de Marco, seduzir ele de uma forma sutil: usar mais roupas ousadas, ficar mais próxima, fazer gestos sensuais sem mostrar intenções, fazer com que ele pense estar me vendo como mulher e não que eu esteja causando isso nele. Do jeito que é nojento irá começar a me desejar em pensamentos e deitar com a minha mãe pensando em mim, imaginar a novinha virgem em seus braços. Quero ele indo tomar banho e pensar em mim. Ir no seu escritório fingir pegar algo e me curvar sensualmente, usar todas as táticas possiveis que eu encontrar para deixar ele sedento por mim. Até o ponto que ele tenha coragem de mostrar suas inteções. A minha raiva irá me conduzir e meu objetivo final será meu triunfo. Antes dos vinte dias Marco tem que estar louco. — Kim, mais se mesmo depois de tudo isso, você se deitar com senhor Vos, ele ainda te forçar a casar? — Antes disso eu o mato. — Chega com isso por hoje, vamos tomar banho. Tire sua roupa. — Boa ideia. Vou fazer um teste agora e ver se é possivel seduzi-lo. — Como assim? — Gigi me olha assustada. — Vá ver se eles acabaram de jantar e se Marco já está no escriório. Gigi se mostra resistente mais no fim a convenço. Quando ela sai do quarto corro para tomar banho. Lavo meus cabelos e faço toda a minha higiêne corporal deixando minha pele iluminada e cheirosa. Depois vou até meu closet e abro minha gaveta de calcinhas, pego a mais vermelha rendada e coloco. Me olho no espelho, vejo-me apenas de calcinha, meus s***s maduros e redondos passo a mãos neles para que os b***s fiquem bem duros, e sem nenhuma intensão fico excitada. Mais não pelo maldito. Assim que vejo eles rigídos vou até os armários e vou até as gavetas de camisolas, não tem nada muito sensual, mais tem algumas com tecidos transparentes. Pego logo um camisão branco de malha fina com botões, vou até o espelho que tenho próximo e visto o tamanho era o suficente só para tampar minha b***a e v****a. Abotoei alguns botões mais os quatro primeiros deixei aberto, desci um lado da blusa deixando meu ombro a mostra, a parte superior do seio esquerdo. Bato as mãos no meu cabelo molhado e saio do closet e Gigi entra no quarto ao me ver fica desesperada. — Kim, você está praticamente nua. Sorri. — Essa é a intenção. — Não tem graça. — O que tem para mim? — Sua mãe já se deitou, perguntei para Frida que me disse ter tomado os remédios e dormido. — Ótimo. E Vos? — No escrtório parece que bebendo e trabalhando apenas com a luz do abajur de chão, pelo que pude ver pela fresta da porta. E antes que pergunte, seus homens estam do lado de fora, então, parece ser seu dia de sorte. Mordi os lábios nervosa sabendo que era hora de jogar um jogo muito perigoso. E eu sabia que poderia morrer por isso. E espero que minha mãe entenda se algum dia isso tiver que vir à tona. Passei a mão sobre minha roupa sentindo realmente estar nua. Assenti para Gigi, passei por ela e antes que pudesse alcançar a porta ela segura meu punho, se aproxima devagar e observa cada parte do meu corpo principlamente o colo do meu seio. Senti um arrepio quando sua mão tocou na gola da minha blusa, foi um sentimento de amor não correspondido, e naquele momento percebi que Gigi era apaixonada por mim. Mais eu e ela sabemos que eu não poderia corresponder as suas expectativas, por eu ser hétero, no entanto como forma de agradecimento poderia dar o que ela tanto deseja. Peguei suas mãos e coloquei sobre meus s***s, no primeiro contato ela assustou e em seguida suspirou aliviada massageando a parte do meu corpo faminta por mim. Encostei na porta e fechei os olho0s e Gigi me beijou e retribui. Ela desceu a mão entre minhas pernas e gemeu enquanto fiquei imóvel. Quando vi que já era o suficiente, afastei ela com os olhos cheios de lágrima. — Obrigada Gigi por tudo, mais essa foi a primeira e última vez. — Eu sei. — Ela respondeu triste. — Somos amigas e não quero te enganar. — Não se preocupe. Eu sei lidar com meus sentimentos. Sorri e sai do meu quarto deixando ela para trás, meu destino estava lá na frente dentro daquele escrtório. *** Ao me aproximar do escritório respirei fundo e entrei sem cerimônia fingindo não ver ele sentado no sofá no fundo da sala, senti seus olhos em mim, mais foquei na estante de livros na minha frente. Fingindo procurar algum específico, meu coração estava na boca. Olhei para baixo e precisava me agachar, empinei a minha b***a e senti que o camisão foi parar na minha cintura e a visão que ele tinha da minha traseira poderia deixar qualquer homem louco. Depois de alguns segundos peguei um livro qualquer sobre um ator filosófo e me preparei para me virar e fingir um susto. E foi o que eu fiz, deixando o livro cair para dar mais drama a cena. — Que susto Marco! Eu não sabia que estava aqui. Desculpa. Ele me olhava como um animal faminto. Parece que consegui chamar sua atenção. Sorri por dentro, curvei o corpo para frente e o camisão foi junto e tenho certeza que ele viu meus s***s a mostra. Enquanto pegava o livro ouvi seus passos em minha direção. Meu coração estava pulando como se eu estivesse em uma maratona. Debaixo pude ver seus pés passar por mim indo até a porta e fechando. Merda, será que ele percebeu? Levantei e dei alguns passos para trás batendo minha b***a na mesa de madeira quando vi ele trancando a porta e vindo na minha direção. Marco não era um velho qualquer, ele era bem cuidado, seu corpo era de um homem de trinta anos cheio de músculos e forte, seus cabelos lisos e grisalhos aos olhos de quem gosta era um charme. Seu olhar azul gélido me alcançou como uma flecha. Engoli seco quando ele parou na minha frente. Deixei o livro cair novamente, apertei a borda da mesa com força. Seu olhar percorreu meu corpo, a brisa fria que veio da janela aberta me fez arrepiar e deixando meus s***s mais amostra do que antes. O medo me fez sentir borbolhas na barriga, não era para ele descobrir tão rápido. Marco deu mais um passo, erguendo sua mão e preparei esperando o tapa, mais não veio quando senti a ponta de seus dedos acariciar meu seio. Com um cuidado que nunca esperei, Vos abriu todos os botões do meu camisão fazendo com que o tecido escorregasse por meus ombros, deixando-me nua e exposta para ele. — Eu sabia que era linda, mais agora Kim... Que delicia. As mãos nojentas dele me acariciou e vi o grande volume na sua calça preta. — Eu foderia você com tanta força. Meu estomago embrulhou de nojo. Mais continuei paralisada. — Uma pena que não posso tocar em você. Ai que merda! Agora foi a minha vez , eu tinha que fazer ele falar as suas intenções. Dei um passo para frente me aproximei. — Melhor você ir deitar Kim e fingir que isso nunca aconteceu. — Disse segurando meus braços. Fiquei frustrada, e fiquei mais ainda quando ele me vestiu decentemente. E abriu a porta para que eu saísse. — Vamos Kim, vá deitar. — Ordenou. Sai pisando alto e com raiva, devido meu plano não ter dado certo. Fui até a cozinha beber água e quando voltei ouvi alguns passos em direção ao escritório, quando me aproximei agachei em um enorme vaso, ao me esconder vi quando uma mulher tão nua quanto eu entrou no sala de onde eu havia saído. Não demorou muito quando eu escutei os gemidos nojentos, eu não estava acreditando que era possível. Fui até a porta e olhei pela fresta vendo algo que não me surpreendeu, Marco traindo a minha mãe. Uma mulher nua de bruço sobre a mesa e Marco atrás fodendo com ela, levei um susto quando meu padastro ergueu o olhar e me viu atrás da porta, sua boca se curvou em um sorriso diabólico e continuou a investir com mais força na prostituta como se ao me ver ali o fizesse sentir mais prazer. Bufei de raiva e corri para meu quarto. Eu não podia desistir agora era seguir para o plano B e torcer para Gigi descobrir alguma coisa, já que seduzir o velho não ia ter como, ele poderia sentir o prazer que fosse por mim, mais o que adiantava se ele ia se consolar com outra? Já deitada na cama e me cobri e esperei pelo amanhã e pelos próximos dias seguintes por alguma resposta. --- ◇ --- Vinte dias depois... Eu me sentia sufocada e não era só por causa do vestido justo que Gigi estava me ajudando com a amarração atrás, tudo isso é culpa da maldita vida que levo. E em vinte dias eu não consegui uma resposta para minha pergunta e também não consegui planejar uma fuga, já que Marco nesses últimos dias dobrou a segurança da casa, por algum motivo que eu também não sei. Droga. Hoje é o dia do meu aniversário e o dia da festa que com a sua tão grande genorisidade Marco planejou para mim. Eu fiz o que pude para que tudo saísse do controle para ele, acreditei que em vinte dias eu iria acabar com qualquer plano de casamento que fosse esta noite. Mas infelizmente eu não obtive sucesso. Depois daquela noite no escritório de Marco eu não o vi mais e também não fiz questão. Que se dane ele, eu não posso aceitar qualquer que seja o fim que planeja para mim. Ergui a cabeça e me vi no espelho. O longo vestido justo era composto por um corpet, o tecido preto com muito brilho em todo o cumprimenta me fazia brilhar. Se a intenção é me destacar o maldito do meu padastro acertou, até porque foi ele quem mandou vestido, minha mãe fez questão de me entregar hoje cedo quando estava tomando meu desejum no quarto. Ela estava radiante com a ideia de comemorarmos meu aniversário, mais eu entendo ela nunca teve condições para me proporcionar tamanho luxo. O decote reto destacava meus s***s avantajados e em destaque, a alça fina do vestido era o unico a não ter brilho e para completar na saia havia uma enorme vinco do lado direito. Depois que Gigi acabou de amarrar, pude ver ela se afastar e me olhar com um olhar tão triste como o meu. — Eu vou dar um jeito Gigi, haverá algum momento em que vou conseguir fugir. — Kim, senhor Marcos triplicou a segurança. Olhei para ela. — Tem que ter uma saída, eu não posso terminar como minha mãe. — Sua mãe! Ela deve saber de algo. Bufei sentando na cama, para colocar a sandália. — Minha mãe, coitada. Ela parece um disco quebrado só sabe dizer que Marco faz o melhor para nós. Ela se perdeu Gigi. — Termino, volto a olhar para minha amiga com os olhos cheios d' água e tristeza. — Eu perdi a minha mãe no dia que esse canalha entrou na nossa vida. Ela não tem mais forças. Dona Na-Ri perdeu toda a essência. Aquela não é a minha mãe, não a que me criou. Senti as lagrimas cairem como sangue fervente no meu rosto, fui até o espelho e limpei-as, sentindo falta da minha mãe. A falta que sentia dela era um enorme buraco no peito, uma rachadura que dificilmente seria fechado. Passei a mão pelo meus cabelos soltos tentando focar em algo que não fosse todo esse sufocamento emocional. Ouço alguém bater na porte e Gigi corre para abrir, era um dos homens de Marco. — Senhorita já está na hora. Todos estão esperando no andar debaixo. Assenti a cabeça, me olhei a última vez no espelho, e caminhei até a porta, mais antes de sair abracei Gigi forte como fosse o último e agradeci por tudo e para que ela nunca perca a esperança assim como eu. Andei pelo corredor até que cheguei no alto da escada e vi várias pessoas parada com taças na mão esperando o momento em que eu irei descer, foi quando uma sensação estranha e assustadora tomou conta do meu corpo, minhas pernas começaram a tremer. Busquei por um rosto familiar e seguro, mais eu não tinha nada disso, eu não tinha com quem me confortar e pensar nisso as rachaduras dentro de mim se abriram mais e desejei morrer, talvez a morte fosse me trazer algum conforto. Seguro com força no parepeito de vidro quando uma luz forte recai sobre mim e vejo todos os olhares em mim, minha mãe e Marco estavam no fim da escada de braços dados. O sorriso de NA-Ri estava radiante parecia feliz e satisfeita. Como? Não sei. Já meu inimigo estava com o rosto sereno e um sorriso terrível que me fez estremecer quando percebeu ergueu sua taça sutilmente. Aquele semblante de novo? Aquele que me causava calafrios de um jeito muito r**m. Deve ser o mesmo frio de quando um animal sabe que foi encurralado olhando diante da sua morte. Comecei a descer um degrau por vez, e cada vez que descia era como se eu chegasse perto do fim. E era mesmo o meu fim. Porque quando cheguei ao final daquela enorme cascata, um homem de terno se aproximou sorrindo ao me ver, aquele olhar me enjoou de imediato. — Você não brincou quando a descreveu, ela é diferente de todas. — Bom, meu caro amigo. Pode levar, a mercadoria é sua. Eu arregalei os olhos e automáticamente recuei subindo, olhei para minha mãe e ela simplesmente abaixou a cabeça quando Marco apertou seu punho como se fosse um aviso. — O que? Não, não... — Digo com lágrimas e desespero. — Você não pode fazer isso. Marco riu e apertou a mão do velho ao seu lado. Tentei fugir, mas antes que pudesse alguém cobre meu rosto com um pano com alguma toxina que faz todo meu corpo perdeu as forças, meus olhos ficaram embaçados e antes que a morte me levasse eu vi as pessoas na minha frente agindo naturalmente como se fosse algo normal. Pude olhar uma última vez para minha mãe e vi a tristeza e o desespero. Fechei os olhos e antes de perder a conciência ouvi o gritar de Gigi. Talvez morrer seja melhor, e ao tentar fazer os lobos se ajoelharem fui devorada. --- ◇ ---
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