Capítulo 1 - Cinco anos depois

836 Words
CAPÍTULO 1 Cinco Anos Depois Mia Knight Narrado por Mia Saio de um turno de 24 horas e foi simplesmente um turno de merda. Estou cansada, chateada e aborrecida. São 8h30 da manhã e depois de sair do hospital, venho sempre aqui a este café maravilha, que tem no fundo da rua do hospital Para alegrar mais o meu dia, está a chover, e como se não bastasse não há lugar à porta afff. Estaciono do outro lado da rua, abro o chapéu de chuva e dou uma corrida. Entro e dou graças a deus que não está muito cheio, boa. Sento-me ao balcão e Peter vem logo ter comigo. Peter - Bom dia Dra. Mia - cumprimenta-me enquanto passa o pano no balcão - o mesmo de sempre? O mesmo de sempre é, um croissant misto com pouca manteiga e um galão escuro com adoçante e morno. Nunca falha. Mia - Bom dia Peter, sim, o de sempre obrigada. Enquanto espero, olho ao meu redor para ver as vistas. Ali no ambiente, vejo uma senhora com uma criança em uma mesa, e duas mesas afastadas, está um homem de costas, parece bem musculado, com umas costas largas, veste terno escuro, não consigo ver a cara dele. Hum, nada de interessante e entretanto chega o meu pequeno almoço. Dou uma dentada no meu croissant, hummm, que delícia, é quase tão bom como um orgasmo, quaseeee. Rio com o meu pensamento, e é claro, que a retardada aqui se engasga. Começo a tossir prestes a deitar os pulmões para fora, mas depressa me recomponho. Peter - Está bem Dra? - ele pergunta olhando por cima do balcão. Mia - Sim - digo ainda meia engasgada - já passou. Que vergonha, ainda bem que não está aqui quase ninguém. A senhora e a criança olham para mim, o homem que estava ali à pouco de costas, já ali não está. O turno correu m*l, e parece que fora do turno não está a correr melhor. E quando eu pensava que nada mais podia piorar, vejo entrar no café o Damien. Puta que pariu para a minha sorte. Ele entra, e vem direitinho aqui à minha pessoa. Reviro os olhos e faço uma careta, para ele perceber o quanto eu não quero falar com ele, mas como sempre, ele se faz de desentendido. Damien - Sabia que te ia encontrar aqui - ele fala. Mia - Que queres agora Damien - eu digo seca. Ele senta-se no banco ao meu lado, mas que abusado. Olho para ele, visivelmente incomodada. com a presença dele. Damien - Será que podemos conversar com duas pessoas adultas? Mia - Já falamos tudo o que tínhamos a falar - eu digo, terminando o meu croissant, que por esta altura já não me sabe a nada, lá se foi a sensação orgásmica que tinha. Damien - Tu estás a ser infantil e radical demais Mia. Mia - E tu continuas o mesmo asno de sempre - digo tentando acabar com aquela conversa. Ele estreita o seu olhar para mim, agarra-me no braço e puxa-me para junto dele. Mia - Deixa-me, tu estás parvo? Damien - Eu estou é farto que me trates como se eu fosse um qualquer, eu sou o teu namorado. Tento afastar-me dele, mas ele continua a agarrar-me. Mia - Namorado??? Não és mais meu namorado já a algum tempo, que conversa sem sentido é essa Damien. Damien - Eu não aceitei o fim da nossa relação, por isso continuo a ser teu namorado. Pois é, estão a ver quando vocês olham para uma pessoa que afinal não é nada do que vocês imaginaram??? Esse é Damien. Começo a abanar o meu braço para ele me largar e ele aperta mais. -Vai largar o braço da moça a bem, ou vai largar a m*l? Ouço a voz de um homem, que está por trás deste traste louco aqui à minha frente. Inclino a minha cabeça e vejo que é o homem que estava sentado à pouco de costas, mas de onde é que ele apareceu?? Ele já ali não estava! Damien como é um metido à b***a resolve enfrentar aquele homem. Damien olha meio para trás, para ver quem está a falar com ele. Damien - E quem me vai obrigar, você? E já agora quem é você? O amante desta vagabunda aqui? Mia - O quê?? Ele vira a sua atenção para mim. Fico espantada com tamanha ousadia dele, e sem pensar, dou-lhe um murro com a minha mão livre. Caralho, nunca tinha dado um murro a ninguém, fiquei com a minha mão a doer, mas foi o suficiente para ele me largar o braço, e agarrar o nariz com as duas mãos que estava a sangrar. Damien - f**a-se Mia, partiste-me o nariz. Mia - É bem feito, quem manda me chamar vagabunda - pego nas minhas coisas - vagabunda é a tua mãe. Passo pelo homem que continua atrás do traste do Damien, agradeço e saio, linda e glamourosa.
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