CAPÍTULO 1
Cinco Anos Depois
Mia Knight
Narrado por Mia
Saio de um turno de 24 horas e foi simplesmente um turno de merda.
Estou cansada, chateada e aborrecida.
São 8h30 da manhã e depois de sair do hospital, venho sempre aqui a este café maravilha, que tem no fundo da rua do hospital
Para alegrar mais o meu dia, está a chover, e como se não bastasse não há lugar à porta afff.
Estaciono do outro lado da rua, abro o chapéu de chuva e dou uma corrida.
Entro e dou graças a deus que não está muito cheio, boa.
Sento-me ao balcão e Peter vem logo ter comigo.
Peter - Bom dia Dra. Mia - cumprimenta-me enquanto passa o pano no balcão - o mesmo de sempre?
O mesmo de sempre é, um croissant misto com pouca manteiga e um galão escuro com adoçante e morno.
Nunca falha.
Mia - Bom dia Peter, sim, o de sempre obrigada.
Enquanto espero, olho ao meu redor para ver as vistas.
Ali no ambiente, vejo uma senhora com uma criança em uma mesa, e duas mesas afastadas, está um homem de costas, parece bem musculado, com umas costas largas, veste terno escuro, não consigo ver a cara dele.
Hum, nada de interessante e entretanto chega o meu pequeno almoço.
Dou uma dentada no meu croissant, hummm, que delícia, é quase tão bom como um orgasmo, quaseeee.
Rio com o meu pensamento, e é claro, que a retardada aqui se engasga.
Começo a tossir prestes a deitar os pulmões para fora, mas depressa me recomponho.
Peter - Está bem Dra? - ele pergunta olhando por cima do balcão.
Mia - Sim - digo ainda meia engasgada - já passou.
Que vergonha, ainda bem que não está aqui quase ninguém.
A senhora e a criança olham para mim, o homem que estava ali à pouco de costas, já ali não está.
O turno correu m*l, e parece que fora do turno não está a correr melhor.
E quando eu pensava que nada mais podia piorar, vejo entrar no café o Damien.
Puta que pariu para a minha sorte.
Ele entra, e vem direitinho aqui à minha pessoa.
Reviro os olhos e faço uma careta, para ele perceber o quanto eu não quero falar com ele, mas como sempre, ele se faz de desentendido.
Damien - Sabia que te ia encontrar aqui - ele fala.
Mia - Que queres agora Damien - eu digo seca.
Ele senta-se no banco ao meu lado, mas que abusado.
Olho para ele, visivelmente incomodada.
com a presença dele.
Damien - Será que podemos conversar com duas pessoas adultas?
Mia - Já falamos tudo o que tínhamos a falar - eu digo, terminando o meu croissant, que por esta altura já não me sabe a nada, lá se foi a sensação orgásmica que tinha.
Damien - Tu estás a ser infantil e radical demais Mia.
Mia - E tu continuas o mesmo asno de sempre - digo tentando acabar com aquela conversa.
Ele estreita o seu olhar para mim, agarra-me no braço e puxa-me para junto dele.
Mia - Deixa-me, tu estás parvo?
Damien - Eu estou é farto que me trates como se eu fosse um qualquer, eu sou o teu namorado.
Tento afastar-me dele, mas ele continua a agarrar-me.
Mia - Namorado??? Não és mais meu namorado já a algum tempo, que conversa sem sentido é essa Damien.
Damien - Eu não aceitei o fim da nossa relação, por isso continuo a ser teu namorado.
Pois é, estão a ver quando vocês olham para uma pessoa que afinal não é nada do que vocês imaginaram??? Esse é Damien.
Começo a abanar o meu braço para ele me largar e ele aperta mais.
-Vai largar o braço da moça a bem, ou vai largar a m*l?
Ouço a voz de um homem, que está por trás deste traste louco aqui à minha frente. Inclino a minha cabeça e vejo que é o homem que estava sentado à pouco de costas, mas de onde é que ele apareceu?? Ele já ali não estava!
Damien como é um metido à b***a resolve enfrentar aquele homem.
Damien olha meio para trás, para ver quem está a falar com ele.
Damien - E quem me vai obrigar, você?
E já agora quem é você? O amante desta vagabunda aqui?
Mia - O quê??
Ele vira a sua atenção para mim.
Fico espantada com tamanha ousadia dele, e sem pensar, dou-lhe um murro com a minha mão livre.
Caralho, nunca tinha dado um murro a ninguém, fiquei com a minha mão a doer, mas foi o suficiente para ele me largar o braço, e agarrar o nariz com as duas mãos que estava a sangrar.
Damien - f**a-se Mia, partiste-me o nariz.
Mia - É bem feito, quem manda me chamar vagabunda - pego nas minhas coisas - vagabunda é a tua mãe.
Passo pelo homem que continua atrás do traste do Damien, agradeço e saio, linda e glamourosa.