Bomba narrando Eu não ia ficar parado sabendo que o meu irmão estava preso e que poderiam fazer qualquer coisa com ele a qualquer minuto. Desde a hora em que a Juliana falou que não tinha sido a polícia quem armou aquela emboscada, minha cabeça começou a trabalhar sozinha, porque não era difícil perceber quem tinha interesse em atacar a minha família mais uma vez. Aquele filho da p**a já tinha cruzado o nosso caminho vezes demais para eu acreditar em coincidência. Já tinha armado para nós, já tinha tentado enfraquecer a favela e já tinha feito promessas olhando diretamente para o meu pai. Eu lembrava perfeitamente daquele dia, lembrava do jeito que ele sorriu quando falou que ainda me encontraria no inferno e que em breve meu velho estaria me esperando lá. Só de pensar nisso eu sentia o

