Trovão Deixa ela, pô. Tava só se amostrando, dançando, rebolando como sempre. Como sempre foi. Eu tava na minha, no meu canto, enquanto o Breno dormia no carrinho ao meu lado. Os cara tavam falando no meu ouvido e eu tava só na minha, afim de fumar um baseado. Mas nem posso — falei pra todo mundo que hoje não podia fumar, principalmente na frente do meu pivete. Enquanto não posso, é só bebida e música mesmo. Nando: Não sei como o Breno consegue dormir com esse barulho todo. — saio dos pensamentos e olho pra ele. — Fico no ódio quando tento dormir e tem barulho. Rato: Mas tem que ser assim mesmo, já cresce no barulho, sabe como é né. Do jeito que a favela é, naquele pique, animação. — bate no meu ombro — Paizão tá só aqui, bolado. Trovão: Tô na minha, mano. — tiro o braço dele de per

