Ivy Eu já sabia que estava perdida pelo simples fato de estar olhando meu reflexo no espelho da sala, tentando decidir se o brilho nos meus olhos vinha do café forte ou do homem que tinha dormido colado nas minhas costas. Não era o café. O apartamento cheirava a sabonete caro, café recém-passado e um rastro quase invisível do perfume de Nicolas que teimava em ficar em mim mesmo depois do banho. A luz atravessava a cortina fina e desenhava faixas douradas no chão da sala, e eu estava ali, de short de algodão e camiseta larga, parecendo casual demais para o estrago que sentia por dentro. A campainha tocou. Meu coração deu um pulo i****a. Por um segundo temi que fosse ele de novo, me desarmando com flores, café ou beijinhos que queimavam mais do que qualquer briga. Mas era Julia. Abri

