Ivy O quarto ainda cheirava a ele. Era uma mistura quase indecente de perfume, pele aquecida e o resquício da noite que eu estava tentando fingir que não tinha vivido. Abri as janelas para que o ar frio entrasse, para que levasse embora qualquer vestígio que pudesse me fazer lembrar. Mas o problema não eram os vestígios. Era eu. Eu mesma, encostada na parede, tentando respirar como se não estivesse quebrando por dentro. Eu tinha sido fraca. Fraca de um jeito que prometi a mim mesma que nunca mais seria. Fraca de um jeito que só Nicolas conseguia arrancar de mim. Toquei meus próprios braços como quem tenta se recompor depois de um impacto. Porque tinha sido um impacto, eu sabia. Um terremoto interno. Uma rendição que eu não queria admitir nem para o espelho. Meu corpo inteiro a

