Ivy Eu não queria sair de casa. Não queria sair do quarto. Não queria sair de mim. O problema é que, desde que voltei para aquela mansão, eu já não sabia onde acabava o que eu sentia e onde começava o que eu tentava esconder. Era como morar dentro de uma cicatriz que ainda latejava, por mais que eu tentasse fingir que estava tudo sob controle. Mas Julia não me deixou morrer ali dentro. Ela apareceu no portão no exato momento em que eu pensava em cancelar tudo. A buzina curta, irritante e impaciente dela ecoou pelo pátio como se estivesse me chamando para a vida — ou me arrastando pelos cabelos. Quando abri a porta, ela estava apoiada no carro, óculos escuros enormes, r**o de cavalo alto, animação demais para uma segunda-feira. — Finalmente, desgraça — ela disse, empurrando o óculos

